Preço da carne recua em Rio Branco e cortes nobres lideram queda
Picanha e filé ficaram mais baratos em maio, enquanto pesquisa aponta diferença de preços entre açougues e supermercados

O consumidor de Rio Branco encontrou a carne bovina um pouco mais barata em maio de 2026. Levantamento do Observatório do Preço das Carnes em Rio Branco, desenvolvido pelo Programa de Educação Tutorial (PET) do curso de Economia da Universidade Federal do Acre (Ufac), aponta redução nos preços médios, especialmente nos cortes considerados nobres.
A picanha registrou uma das maiores quedas do período. O quilo do corte foi comercializado, em média, por R$ 67,12, valor 6% menor que o observado em abril. No acumulado do ano, a redução chega a 6,1%, enquanto nos últimos 12 meses a queda foi de 2,6%.
O filé também apresentou recuo. Em maio, o preço médio ficou em R$ 68,87 por quilo, uma redução de 5,6% em comparação com o mês anterior. No acumulado de 2026, o corte registra queda de 2,1%, embora ainda apresente alta de 3,9% na comparação com o mesmo período do ano passado.
Já o coxão mole manteve estabilidade. O quilo foi vendido, em média, por R$ 40,25, com variação praticamente nula em relação a abril. No entanto, o corte acumula alta de 1,5% neste ano e de 4,5% nos últimos 12 meses.
Considerando todos os cortes pesquisados, o preço médio da carne bovina ficou em R$ 38,42 por quilo, representando redução de 0,6% no mês. Apesar da queda recente, a média ainda acumula aumento de 2,6% em 2026 e de 4,7% em um ano.
O estudo também identificou diferenças nos preços praticados pelos estabelecimentos. Em geral, os supermercados apresentaram valores mais altos que os açougues. Na picanha, a diferença chegou a R$ 4,24 por quilo. No filé, o valor foi R$ 4,90 maior nos supermercados. Já na média geral dos cortes, a diferença alcançou R$ 2,45 por quilo.
O levantamento é realizado pelo PET Economia da Ufac, grupo formado por estudantes e professores que acompanham indicadores econômicos do Acre e monitoram periodicamente os preços de produtos consumidos pela população.














Comentários