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Pressão pela anistia paralisa Congresso e trava propostas do Governo

15 de set. de 2025
2 min de leitura

Disputa política bloqueia votações de medidas econômicas centrais para o governo, incluindo reforma tributária e mudanças no sistema previdenciário militar


Por Redação — Brasília15/09/2025 — 08h10 | Atualizado agora


A polêmica em torno da anistia dominou a pauta do Congresso Nacional e deixou em segundo plano projetos econômicos considerados prioritários pelo Planalto. Entre as medidas paradas estão a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda (IR), as mudanças na aposentadoria dos militares e a regulamentação da reforma tributária.

A crise política foi agravada pela saída do União Brasil e do PP da base governista.


Foto: Eduardo Rocha
Foto: Eduardo Rocha

Mesmo com a possibilidade de ministros como Celso Sabino (Turismo) e André Fufuca (Esporte) deixarem o governo, cargos estratégicos do segundo escalão, indicados por Arthur Lira (PP-AL) e pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), devem ser preservados, garantindo margem de apoio pontual ao governo em votações sobre a anistia.


Reforma tributária emperrada

A regulamentação da reforma tributária segue sem consenso. O segundo projeto, que define as regras do Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), foi aprovado na Câmara em agosto de 2024, mas só voltou à pauta no Senado mais de um ano depois. O texto do relator Eduardo Braga (MDB-AM) deve ser analisado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no próximo dia 17 de setembro.


Isenção do IR sem data para votação

A proposta que amplia a faixa de isenção do IR para quem recebe até R$ 5 mil também não avançou. O requerimento de urgência foi aprovado em 21 de agosto, mas a votação do mérito ainda não tem previsão.


O maior impasse está na forma de compensar a renúncia fiscal. O governo propôs a taxação dos super-ricos, com alíquota de até 10% para rendas acima de R$ 50 mil por mês (R$ 600 mil anuais, incluindo dividendos). Para quem recebe mais de R$ 1,2 milhão ao ano, a alíquota máxima continuaria limitada a 10%.


Impasse político

Aliados avaliam que a disputa em torno da anistia pode se arrastar e comprometer o avanço das medidas econômicas até o fim do ano. Sem apoio sólido de União Brasil e PP, o governo enfrenta dificuldades adicionais para aprovar suas prioridades no Congresso.

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