PRESSÃO NA CASA: Após tumulto, Hugo Motta cede e sinaliza votação da anistia e fim do foro privilegiado
A Câmara dos Deputados viveu uma noite conturbada nesta quarta-feira (6.ago.2025), marcada por obstruções, pressão da oposição e negociações tensas no plenário. Após quase dois dias de ocupação da Mesa Diretora por parlamentares do PL e outros partidos de direita, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), cedeu à pressão e indicou que poderá pautar, nos próximos dias, a PEC do fim do foro privilegiado e o projeto de anistia aos investigados pelos atos do 8 de Janeiro.
A mobilização começou ainda na terça-feira (5), quando deputados da oposição passaram a ocupar fisicamente a Mesa como forma de protesto. A exigência: que Hugo Motta colocasse em pauta as duas propostas. Após ameaças de sanções e escoltado pela Polícia Legislativa, o presidente conseguiu assumir sua cadeira às 22h21 desta quarta. Apesar do apelo para que a Mesa fosse desocupada, os oposicionistas permaneceram em pé atrás dele durante toda a sessão.

Conforme o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), Motta teria assumido o compromisso de não barrar as votações caso haja apoio da maioria dos líderes.

“Na próxima semana, abriremos os trabalhos dessa Casa pautando a mudança do foro privilegiado... Junto com o fim do foro, pautaremos a anistia dos presos políticos”, declarou o parlamentar a jornalistas.
Os dois projetos defendidos pela oposição reacenderam o embate com a base do governo. A proposta de fim do foro visa reverter decisões recentes do STF que mantêm processos contra políticos fora da 1ª instância. Já a anistia propõe o perdão judicial aos envolvidos nas tentativas de golpe entre 2022 e 2023. A sessão foi encerrada às 22h41 por Motta, que fez um discurso afirmando que o Brasil atravessa um "momento crítico" e apelando pela defesa da democracia e do regimento interno da Casa.















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