Porque é altamente lucrativo exportar no Brasil? Entenda como Tarifa elevada de TRUMP pode comprometer lucro das exportadoras, que hoje desfrutam de benefícios fiscais e pouco investem no BRASIL
- Renalice Silva

- 17 de jul. de 2025
- 3 min de leitura
Um simples anúncio da taxação de até 50% dos produtos brasileiros pelos Estados Unidos, no governo de Donald Trump, tem causado apreensão e choque nas grandes empresas exportadoras do Brasil. O cenário expõe uma realidade delicada: o modelo atual incentiva a exportação com benefícios fiscais e pouca contrapartida em geração de empregos e oferta de produtos para o consumidor brasileiro.

Exportação lucrativa, mas com preço alto para o Brasil
Hoje, a maioria das exportações brasileiras para os EUA é favorecida por uma extensa lista de isenções tributárias. O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) é zerado nas operações de câmbio para exportação, enquanto impostos como ICMS, IPI, PIS e Cofins não incidem sobre os produtos destinados ao exterior.
Além disso, linhas de crédito subsidiadas pelo BNDES e outros incentivos facilitam o aumento das vendas internacionais, financiando o aumento da estrutura dessas empresas dentro do BRASIL com o objetivo apenas de oferecer produtos fora do País.
Apesar desse cenário vantajoso para as empresas, o mercado interno no BRASIL sofre, principalmente, com o aumento da inflação. Muitas exportadoras priorizam os lucros no exterior e pouco abastecem o Brasil, o que eleva os preços dos alimentos e insumos básicos para o consumidor comum.
O impacto da taxação elevada
A imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros pelos EUA, por exemplo, tornaria os produtos brasileiros inviáveis no mercado americano, podendo causar o colapso destas exportadoras. As empresas seriam forçadas a buscar alternativas, como reduzir a produção ou tentar vender no mercado interno, porém, com preços que já são elevados e uma demanda que não absorve toda a produção.
Vale ressaltar que estas empresas preferem parar a produção e a geração de emprego a tentar oferecer os produtos no mercado interno brasileiro, causando uma retração econômica com fechamento de postos de trabalho, especialmente em setores ligados ao agronegócio e indústria exportadora, prejudicando cidades e estados que também dependem desse fluxo.

Exportação total (janeiro–junho/2025)
US$ 165,87 bilhões, praticamente estáveis em relação aos US$ 166,95 bi do mesmo período de 2024 The Observatory of Economic Complexity+10AEB+10AEB+10
Em volume, foram 396,3 milhões de toneladas, ante 393,2 milhões no ano anterior AEB
🌾 Agronegócio (parte do total acima)
Responsável por US$ 82,1 bilhões no semestre Census.gov+2Reconecta News+2Cultivar+2
Representa cerca de metade das exportações totais
🇺🇸 Exportações para os EUA
Os EUA foram o segundo maior destino, com US$ 20,0 bilhões exportados no 1º semestre freshplaza.com+15CNN Brasil+15Balanca Económica+15
Isso corresponde a cerca de 12% das exportações totais do Brasil
📌 Visão geral
Indicador | Valor (jan–jun/2025) |
Exportação total | US$ 165,87 bilhões |
Volume exportado | 396,3 milhões de toneladas |
Exportações do agronegócio | US$ 82,1 bilhões |
Exportações para os EUA | US$ 20,0 bilhões (~12%) |
Esses números mostram que o agronegócio continua sendo o pilar das vendas externas, respondendo por cerca de metade do valor total exportado. E que os EUA, embora não sejam o maior destino (esse posto é da China), são um mercado relevante — US$ 20 bilhões em seis meses.

Enquanto o Brasil exporta café, carne e outros produtos a preços baixos para o exterior, o consumidor brasileiro paga caro pelo ofertado aqui mesmo.
Outro ponto preocupante é que, mesmo com o apoio do Governo LULA a este Grupo de empresas, inclusive na isenção de impostos, "incentivos fiscais" e várias outras regalias dentro do Brasil, muitas dessas empresas oferecem pouca geração de empregos locais e não garantem o abastecimento interno. A falta de políticas de contrapartida por parte do Governo faz com que o mercado nacional seja prejudicado gravemente, forçando o consumidor a pagar preços altos por produtos que, paradoxalmente, são produzidos em abundância dentro do próprio país.
Esse modelo gera um paradoxo onde o Brasil é um dos maiores produtores agrícolas do mundo, mas sua população sente o peso da inflação e da escassez no prato.
Especialistas defendem a adoção de medidas que obriguem as empresas exportadoras a garantir abastecimento mínimo para o mercado interno, além de revisar os incentivos fiscais e criar políticas para proteger o consumidor brasileiro.
Enquanto isso não acontece, o país fica vulnerável a choques externos, como as possíveis taxações americanas, que podem desencadear uma suposta "crise econômica" com impacto direto na vida dos brasileiros anunciado pelo Governo LULA.
O futuro das exportações brasileiras
Em meio a esse cenário, o Brasil deve buscar diversificar seus mercados internacionais e fortalecer a produção para o consumo interno. A pressão sobre o governo para implementar políticas mais justas cresce, assim como o clamor da população por preços acessíveis e segurança alimentar.
Por: Gabriel Oliveira












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