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Porque é altamente lucrativo exportar no Brasil? Entenda como Tarifa elevada de TRUMP pode comprometer lucro das exportadoras, que hoje desfrutam de benefícios fiscais e pouco investem no BRASIL

Um simples anúncio da taxação de até 50% dos produtos brasileiros pelos Estados Unidos, no governo de Donald Trump, tem causado apreensão e choque nas grandes empresas exportadoras do Brasil. O cenário expõe uma realidade delicada: o modelo atual incentiva a exportação com benefícios fiscais e pouca contrapartida em geração de empregos e oferta de produtos para o consumidor brasileiro.

REUTERS/Sergio Moraes
REUTERS/Sergio Moraes

Exportação lucrativa, mas com preço alto para o Brasil

Hoje, a maioria das exportações brasileiras para os EUA é favorecida por uma extensa lista de isenções tributárias. O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) é zerado nas operações de câmbio para exportação, enquanto impostos como ICMS, IPI, PIS e Cofins não incidem sobre os produtos destinados ao exterior.


Além disso, linhas de crédito subsidiadas pelo BNDES e outros incentivos facilitam o aumento das vendas internacionais, financiando o aumento da estrutura dessas empresas dentro do BRASIL com o objetivo apenas de oferecer produtos fora do País.


Apesar desse cenário vantajoso para as empresas, o mercado interno no BRASIL sofre, principalmente, com o aumento da inflação. Muitas exportadoras priorizam os lucros no exterior e pouco abastecem o Brasil, o que eleva os preços dos alimentos e insumos básicos para o consumidor comum.

O impacto da taxação elevada

A imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros pelos EUA, por exemplo, tornaria os produtos brasileiros inviáveis no mercado americano, podendo causar o colapso destas exportadoras. As empresas seriam forçadas a buscar alternativas, como reduzir a produção ou tentar vender no mercado interno, porém, com preços que já são elevados e uma demanda que não absorve toda a produção.


Vale ressaltar que estas empresas preferem parar a produção e a geração de emprego a tentar oferecer os produtos no mercado interno brasileiro, causando uma retração econômica com fechamento de postos de trabalho, especialmente em setores ligados ao agronegócio e indústria exportadora, prejudicando cidades e estados que também dependem desse fluxo.



Exportação total (janeiro–junho/2025)


🌾 Agronegócio (parte do total acima)


  • Representa cerca de metade das exportações totais

🇺🇸 Exportações para os EUA

📌 Visão geral

Indicador

Valor (jan–jun/2025)

Exportação total

US$ 165,87 bilhões

Volume exportado

396,3 milhões de toneladas

Exportações do agronegócio

US$ 82,1 bilhões

Exportações para os EUA

US$ 20,0 bilhões (~12%)

Esses números mostram que o agronegócio continua sendo o pilar das vendas externas, respondendo por cerca de metade do valor total exportado. E que os EUA, embora não sejam o maior destino (esse posto é da China), são um mercado relevante — US$ 20 bilhões em seis meses.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
Enquanto o Brasil exporta café, carne e outros produtos a preços baixos para o exterior, o consumidor brasileiro paga caro pelo ofertado aqui mesmo.


Outro ponto preocupante é que, mesmo com o apoio do Governo LULA a este Grupo de empresas, inclusive na isenção de impostos, "incentivos fiscais" e várias outras regalias dentro do Brasil, muitas dessas empresas oferecem pouca geração de empregos locais e não garantem o abastecimento interno. A falta de políticas de contrapartida por parte do Governo faz com que o mercado nacional seja prejudicado gravemente, forçando o consumidor a pagar preços altos por produtos que, paradoxalmente, são produzidos em abundância dentro do próprio país.

Esse modelo gera um paradoxo onde o Brasil é um dos maiores produtores agrícolas do mundo, mas sua população sente o peso da inflação e da escassez no prato.


Especialistas defendem a adoção de medidas que obriguem as empresas exportadoras a garantir abastecimento mínimo para o mercado interno, além de revisar os incentivos fiscais e criar políticas para proteger o consumidor brasileiro.

Enquanto isso não acontece, o país fica vulnerável a choques externos, como as possíveis taxações americanas, que podem desencadear uma suposta "crise econômica" com impacto direto na vida dos brasileiros anunciado pelo Governo LULA.


O futuro das exportações brasileiras

Em meio a esse cenário, o Brasil deve buscar diversificar seus mercados internacionais e fortalecer a produção para o consumo interno. A pressão sobre o governo para implementar políticas mais justas cresce, assim como o clamor da população por preços acessíveis e segurança alimentar.


Por: Gabriel Oliveira

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