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Polícia volta ao Royal Lodge e amplia cerco contra Andrew em caso Epstein

20 de fev.
2 min de leitura

Buscas entram no 2º dia em mansão ligada ao ex-príncipe; investigação pode avançar para novos mandados e aprofundar crise na realeza.

Foto: REUTERS/Jaimi Joy
Foto: REUTERS/Jaimi Joy
A polícia britânica retomou, na manhã desta sexta-feira (20), as buscas em endereços ligados a Andrew Mountbatten-Windsor, ampliando a investigação sobre possíveis conexões com o financista americano Jeffrey Epstein. A operação entra no segundo dia e pode resultar em novos mandados judiciais.

Viaturas descaracterizadas foram vistas entrando no Royal Lodge, antiga residência oficial de Andrew em Berkshire, onde ele morou até outubro. As buscas na propriedade de Sandringham, onde ele vive atualmente, foram concluídas ainda na quinta-feira, segundo a polícia do Vale do Tâmisa.


Prisão e investigação

Irmão do rei Charles III, Andrew foi detido na quinta-feira (19) e permaneceu cerca de 11 horas sob custódia para prestar depoimento por suspeita de má conduta no exercício de cargo público. Ele foi liberado, mas as investigações continuam.


A apuração foi aberta após denúncias de que o ex-príncipe teria enviado relatórios confidenciais a Epstein enquanto atuava como representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional.


Epstein, acusado de comandar uma rede internacional de abuso sexual de menores, morreu na prisão em 2019. Documentos divulgados pelas autoridades dos Estados Unidos citam Andrew diversas vezes.

O ex-príncipe nega todas as acusações.

Possibilidade de novos mandados

Segundo a imprensa britânica, investigadores avaliam a possibilidade de solicitar mandados para unidades de armazenamento ligadas a Andrew e, em último caso, até para dependências do Palácio de Buckingham, se considerarem necessário.


Especialistas ouvidos pela mídia local afirmam que, se houver pedido formal, o rei Charles III deve cooperar integralmente com as autoridades.


A movimentação policial em propriedades ligadas à família real aumenta a pressão sobre a monarquia britânica, que tenta separar a conduta individual de Andrew da imagem institucional da Coroa. Ainda assim, o impacto público é inevitável.


Com o cerco se ampliando, o caso ganha novos desdobramentos e mantém a realeza no centro de uma das maiores crises recentes de sua história.


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