Polícia prende 18 suspeitos de facção em operação contra ataques que deixaram mais de 10 mortos em Rondônia
Mais de 130 agentes atuam em sete cidades; investigações apontam ordens vindas de presídios e revelam cadeia de comando da quadrilha
A Polícia Civil de Rondônia deflagrou na manhã desta quarta-feira (20) a Operação Escudo de Rondônia para prender suspeitos de integrar uma facção criminosa ligada à onda de ataques que deixou mais de 10 mortos no estado em janeiro. Até o início da manhã, 18 pessoas foram presas, três delas em flagrante.

Mais de 130 agentes participam da ação, que busca cumprir 31 mandados de prisão e 23 de busca em residências localizadas em Porto Velho, Ariquemes, Guajará-Mirim, Ouro Preto do Oeste, Mirante da Serra, Jaru e na penitenciária federal de Catanduvas, no Paraná.
Contexto dos ataques
Os crimes ocorreram entre 12 e 19 de janeiro, após o assassinato do policial militar Fábio Martins de Andrade Cardoso no condomínio Orgulho do Madeira, em Porto Velho. A partir do crime, foram registrados incêndios em ônibus escolares, caminhões e veículos de empresas, além de ataques a prédios públicos e bens do governo.
Segundo a investigação, as ordens partiram de lideranças dentro e fora do sistema prisional. Um dos nomes apontados é o de “Tio Ogro”, preso na penitenciária federal de Catanduvas. A apuração indica que a facção possui estrutura de comando que envolve financiadores e executores.
Estrutura da operação
Para dar cumprimento aos mandados, a operação conta com o apoio de um helicóptero e da equipe de aviação do governo. O Ministério Público de Rondônia e a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) também participam da ação.
As investigações seguem para identificar outros envolvidos e esclarecer a extensão da atuação da facção no estado.














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