Polícia investiga uso de metanol na higienização de garrafas falsificadas em São Paulo
Mais de 2,5 mil garrafas foram apreendidas e nove estabelecimentos fechados durante operação que apura esquema de falsificação de bebidas e possível relação com casos de intoxicação.

A Polícia Civil de São Paulo investiga o uso de metanol na higienização de garrafas falsificadas em fábricas clandestinas. A substância, altamente tóxica, pode estar relacionada ao aumento de casos de intoxicação por metanol registrados nos últimos dias em diferentes regiões do estado.
As investigações tiveram início após o rastreamento das bebidas consumidas pelas vítimas. Policiais visitaram bares onde ocorreram os casos e seguiram o rastro dos produtos até distribuidoras e fábricas clandestinas. Em pelo menos duas garrafas apreendidas, a perícia identificou a presença de metanol.
A operação abrange bares, adegas e distribuidoras em diversos municípios. Os agentes recolhem amostras de bebidas suspeitas e analisam a documentação comercial dos estabelecimentos. Até o momento, mais de 2.500 garrafas foram apreendidas e nove locais interditados, incluindo duas distribuidoras.
Na sexta-feira (3), um fornecedor foi preso na Zona Norte de São Paulo. Segundo a polícia, ele armazenava em dois imóveis os materiais utilizados para falsificação de uísques, vodcas e gins — entre eles garrafas, tampas, rótulos, caixas e selos de IPI falsificados.
A Polícia Civil ainda não divulgou informações sobre os possíveis responsáveis pelo esquema nem a origem do metanol utilizado.














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