Polícia Civil investiga fraude de R$ 115 mil contra a Uber no Rio
Suspeitos teriam usado inteligência artificial para criar contas falsas de motoristas e passageiros, gerando quase 2 mil viagens irregulares.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro iniciou nesta quarta-feira (13) a Operação Rota Falsa, com o objetivo de apurar uma fraude que teria causado prejuízo de cerca de R$ 115 mil à Uber. Cinco mandados de busca e apreensão foram cumpridos contra Pedro Pascoli Plata Souza e Yasmim Gusmão Soares, principais investigados do caso.

Segundo a Delegacia de Defraudações, a dupla criou contas falsas de motoristas e passageiros com o auxílio de inteligência artificial, realizando quase 2 mil viagens irregulares.
Destas, 1.125 corridas foram canceladas, mas ainda assim geraram prejuízo à plataforma. As demais 797 viagens foram concluídas, solicitadas por 484 contas de usuários, a maioria criadas a partir do mesmo endereço residencial de Pascoli.
A investigação apontou que 73 contas de motoristas foram usadas para receber os valores fraudulentos, sendo que 69 delas burlaram o sistema de verificação da Uber com fotos manipuladas digitalmente. As contas bancárias estavam, em grande parte, em nome de Yasmim Gusmão.

De acordo com a Uber, os mecanismos antifraude da plataforma identificaram as irregularidades, e a empresa colaborou com as autoridades para a investigação. A Polícia Civil investiga agora a participação de possíveis comparsas no esquema.














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