Policial condenado por morte na Expoacre sofre nova derrota na Justiça
Tribunal rejeita pedido da defesa e confirma sentença de quase 20 anos por homicídio, agressão e importunação sexual

A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre decidiu por unanimidade manter a condenação do policial penal Raimundo Nonato Veloso Neto, sentenciado a 19 anos e 10 meses de prisão em regime fechado pela morte de Weslei Santos da Silva durante a Expoacre de 2023.
O julgamento do recurso ocorreu nesta quinta-feira (21). A defesa do policial pediu a anulação da decisão do Tribunal do Júri, alegando contradições no veredito e afirmando que a condenação teria sido contrária às provas apresentadas no processo.
Ao votar pela manutenção da sentença, a desembargadora Denise Castelo Bonfim afirmou que a decisão dos jurados seguiu uma das versões apresentadas durante o julgamento e que a discordância da defesa não é motivo suficiente para anular o resultado.
Os demais desembargadores acompanharam o voto e mantiveram a condenação pelos crimes de homicídio qualificado, lesão corporal e importunação sexual.
O caso aconteceu na madrugada de 7 de agosto de 2023, durante a Expoacre. Segundo o processo, o policial, que estaria embriagado, abordou Rita de Cássia, namorada de Weslei Santos da Silva. Ao tentar deixar o local com a companheira, Weslei foi baleado. A jovem também ficou ferida.
Weslei chegou a ser socorrido em estado grave, mas morreu no dia seguinte no pronto-socorro. Raimundo Nonato Veloso Neto foi julgado pelo Tribunal do Júri em setembro do ano passado, quando recebeu a condenação agora confirmada pela Justiça acreana.














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