PF mira esquema milionário e investiga fraude de R$ 1,4 milhão em contratos de transporte
Operação cumpre 10 mandados de busca e apreensão no Rio Grande do Sul. Investigação aponta suspeita de manipulação de licitações e cobrança por viagens que nunca foram realizadas.

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (4), a Operação Dióscuros para investigar um esquema de fraudes em contratos de transporte escolar e de pacientes da rede pública de saúde em Caçapava do Sul, no Rio Grande do Sul. O prejuízo estimado aos cofres públicos é de R$ 1,4 milhão.
Durante a operação, os policiais cumpriram 10 mandados de busca e apreensão nos municípios de Caçapava do Sul e Bom Retiro do Sul. A investigação apura possíveis irregularidades em licitações e contratos firmados pela prefeitura para a prestação dos serviços de transporte.
Segundo as informações divulgadas, o esquema envolveria um grupo empresarial familiar, parceiros comerciais e possíveis servidores públicos municipais. A suspeita é de que os envolvidos combinavam resultados para direcionar contratos e simular disputas entre empresas concorrentes.
Viagens não realizadas e cobranças irregulares
As investigações também identificaram suspeitas de irregularidades na execução dos serviços. Entre os problemas apontados estão cobranças por trajetos e quilometragens maiores do que os efetivamente percorridos, além do pagamento por viagens que nunca teriam sido realizadas.
Outro ponto investigado é a utilização de veículos de categorias inferiores às exigidas nos editais das contratações.
Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de recursos financeiros dos investigados, a indisponibilidade de oito veículos e a proibição de contato entre empresários e servidores públicos envolvidos no caso.
Crimes investigados
Os suspeitos poderão responder por crimes relacionados a fraudes em licitações e contratos públicos, contratação ilegal, corrupção passiva, falsidade ideológica e participação em organização criminosa.
A Operação Dióscuros busca reunir provas, identificar todos os envolvidos e esclarecer como funcionava o esquema que teria causado um prejuízo de aproximadamente R$ 1,4 milhão aos cofres públicos.














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