PF investiga Ex ministro de LULA por importunação sexual: inquérito é prorrogado e denúncias envolvem Me Too Brasil
A Polícia Federal (PF) segue com investigações sigilosas contra o ex-ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, por denúncias de importunação sexual e assédio. O caso tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) sob relatoria do ministro André Mendonça, e tem gerado crescente pressão política.
Investigação em curso e prorrogação
Em fevereiro de 2025, o ministro Mendonça concedeu mais 60 dias para que a PF conclua as diligências, após pedido da própria corporação. Entre os procedimentos pendentes estava o depoimento de Almeida, intimado para depor na PF.

Conforme a investigação, sua versão pessoal será ouvida antes da elaboração do relatório final, que poderá embasar uma eventual denúncia junto à Procuradoria-Geral da República (PGR).
Origens das denúncias
Os relatos foram encaminhados à PF pela ONG Me Too Brasil, que afirma ter recebido queixas de ao menos cinco mulheres. Referência frequente nas denúncias é a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, que consta como uma das vítimas no relatório inicial. Contudo, segundo reportagem, o material enviado pela ONG não apresenta datas precisas, o que dificulta a reconstrução cronológica dos supostos episódios.
Depoimentos e contexto
A PF já ouviu algumas das denunciantes, inclusive Anielle Franco, segundo apurações jornalísticas. Silvio Almeida, por sua vez, nega veementemente as acusações. Ele afirmou que há uma “campanha para difamá-lo” e rejeita os relatos como “mentiras e falsidades”. Em manifestação pública, ele alegou que parte da motivação seria política: “intriga” e desgaste de sua imagem enquanto intelectual e figura pública.
Reações e ações paralelas
A Me Too Brasil, por sua vez, apresentou queixa-crime contra Almeida no STF, por declarações difamatórias e uso da estrutura pública para fazer ataques à ONG.
A defesa do ex-ministro também contestou os documentos fornecidos pela ONG, afirmando falta de clareza e dados cruciais nos relatos.
Situação atual
O inquérito ainda corre sob sigilo no STF.
A PF ainda precisa consolidar seu relatório final com base nas oitivas e documentos reunidos.
A decisão final sobre uma possível denúncia partirá da PGR, quando receber os elementos levantados pela PF.















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