PF faz apreensão em prédio de luxo e mira deputados e ex-prefeito em operação no Acre
Celulares, documentos e equipamentos eletrônicos foram recolhidos em investigação sobre desvio de emendas parlamentares.

A Polícia Federal encerrou, nesta quinta-feira (29), as diligências realizadas no prédio Van Gogh, localizado no bairro Jardim Manoel Julião, em Rio Branco, apontado como um dos principais focos da Operação Graco na capital acreana.
O edifício de alto padrão foi alvo de buscas por abrigar residências do deputado federal Eduardo Velloso (União Brasil) e do ex-prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim.
Após horas de atuação no local, agentes da PF deixaram o prédio levando celulares, tablets, documentos e outros equipamentos eletrônicos, que agora passarão por perícia e análise técnica.

O material apreendido deve reforçar as investigações que apuram suspeitas de irregularidades no uso de recursos públicos federais, especialmente verbas provenientes das chamadas emendas parlamentares do tipo “Emenda Pix”.
Suspeita de desvio de recursos públicos
A Operação Graco investiga o possível desvio de cerca de R$ 912 mil destinados à contratação de uma empresa para a realização de shows musicais financiados pela Secretaria Municipal de Cultura de Sena Madureira, em setembro de 2024.
As ações ocorreram simultaneamente no Acre e no Distrito Federal e foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o cumprimento de 14 mandados de busca e apreensão.
De acordo com a Polícia Federal, os investigados podem responder por associação criminosa, fraude em licitação, corrupção, lavagem de dinheiro, além de outros crimes relacionados ao uso irregular de verbas públicas.
Investigação segue em sigilo
Até o momento, a PF não divulgou detalhes sobre a participação individual de cada investigado, nem esclareceu quais crimes específicos podem ser atribuídos a Mazinho Serafim e Giordano Jordão.
A operação conta com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e integra um esforço nacional para reforçar a fiscalização sobre recursos federais transferidos diretamente a estados e municípios.
Até a última atualização desta matéria, os citados não haviam se manifestado sobre as diligências realizadas no prédio Van Gogh. O espaço permanece aberto para esclarecimentos e posicionamentos.














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