PF apreende milhões em dinheiro vivo no Pará e Amazonas durante investigações antes das eleições
Ações realizadas nesta semana investigam suspeitas de desvios de recursos públicos, corrupção, lavagem de dinheiro e possível uso irregular de valores em campanhas

A Polícia Federal realizou, nesta semana, operações que resultaram na apreensão de milhões de reais em dinheiro vivo no Pará e no Amazonas. As investigações envolvem suspeitas de desvios de recursos públicos, corrupção, fraudes em licitações, lavagem de dinheiro e possíveis irregularidades relacionadas ao período eleitoral.
No Pará, diferentes ações realizadas entre terça-feira (15) e quinta-feira (17) resultaram na apreensão de pelo menos R$ 4,7 milhões em espécie, segundo levantamento divulgado pela imprensa. As operações também levaram ao bloqueio de aproximadamente R$ 170 milhões em bens e valores.
Pará concentra grandes apreensões
Em Belém, a Operação Sonar investiga suspeitas de desvios de recursos públicos, direcionamento de contratações e lavagem de dinheiro envolvendo uma empresa pública federal. Durante a ação, a Polícia Federal apreendeu valores em espécie.
Em outra ocorrência na capital paraense, duas pessoas foram abordadas após sacarem R$ 2,5 milhões em uma agência bancária. Segundo as informações divulgadas sobre a investigação, os policiais apuram a origem dos recursos e uma possível utilização irregular do dinheiro durante o período eleitoral.
Quase R$ 1 milhão é apreendido no Amazonas
No Amazonas, a Operação Dinastia do Lago foi deflagrada na quarta-feira (16) em Coari e Manaus. A ação investiga suspeitas de corrupção, fraudes em licitações, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro.
Durante as buscas, a PF apreendeu cerca de R$ 990,5 mil em espécie, além de US$ 10 mil e € 1.255. Também foram apreendidos 21 veículos, joias e outros objetos de valor.
A operação teve como alvos o prefeito de Coari, Adail Pinheiro, e o deputado federal Adail Filho. O prefeito foi afastado do cargo por determinação judicial, enquanto o parlamentar foi alvo de busca e apreensão.
A investigação teve origem em uma apreensão de aproximadamente R$ 1,25 milhão em espécie, realizada em maio de 2025, quando três empresários foram encontrados transportando o dinheiro em um voo entre Manaus e Brasília.
Investigações continuam
As autoridades ainda apuram a origem e o destino dos valores encontrados nas diferentes operações. No caso do Amazonas, a Polícia Federal investiga possíveis conexões entre empresários, agentes públicos e contratos da administração municipal.
As investigações estão em andamento e as apreensões, buscas e medidas judiciais não representam, por si só, condenação ou comprovação definitiva de responsabilidade criminal dos investigados. A defesa de Adail Pinheiro e Adail Filho afirmou que as medidas não significam reconhecimento de culpa e que os dois pretendem esclarecer os fatos.














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