Petrobras recebe aval e retoma perfuração na Foz do Amazonas após suspensão por vazamento
ANP libera atividade com exigências de segurança; poço fica a 175 km da costa do Amapá e integra área estratégica da Margem Equatorial.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autorizou a Petrobras a retomar a perfuração de um poço exploratório na Bacia da Foz do Amazonas, após a paralisação das atividades provocada por um vazamento de fluido de perfuração no início do ano. A informação consta em documento obtido pela agência Reuters.
A liberação, no entanto, está condicionada ao cumprimento de uma série de medidas de segurança. Entre elas estão a substituição de todos os componentes de vedação das conexões da tubulação utilizada na operação e o treinamento específico dos trabalhadores envolvidos na perfuração.
A Petrobras havia interrompido os trabalhos no dia 6 de janeiro, depois de identificar a perda de fluido em duas linhas auxiliares que ligam o navio-sonda ao poço Morpho. A área está localizada em águas profundas, a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá. Segundo a estatal, o vazamento foi rapidamente contido e isolado, sem maiores consequências.
Após o incidente, as tubulações foram retiradas para a superfície para avaliação técnica e realização de reparos. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informou que foi comunicado sobre o ocorrido e destacou que não houve vazamento de petróleo.
A perfuração acontece no bloco FZA-M-059, situado aproximadamente a 500 quilômetros da foz do Rio Amazonas, em uma região considerada estratégica para a expansão da produção nacional de petróleo.
De acordo com estimativas do governo federal, a chamada Margem Equatorial pode abrigar reservas com potencial de produção de até 1,1 milhão de barris de petróleo por dia, volume superior ao registrado em grandes campos da Bacia de Santos, como Tupi e Búzios.














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