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PCC traz milícia ao Guarujá após treinamento no Rio com apoio de políticos, aponta investigação

14 de out. de 2024
2 min de leitura

Uma investigação da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo revelou que o Primeiro Comando da Capital (PCC) implantou uma milícia no Guarujá, litoral paulista, com o apoio de políticos locais. O grupo criminoso, liderado por Cristiano Lopes Costa, conhecido como "Meia Folha", teria recebido treinamento no Rio de Janeiro para replicar o modelo das milícias cariocas e implementar práticas de extorsão e violência na região.


Sigla do Primeiro Comando da Capital | Reprodução/EBC

Segundo o relatório, Meia Folha firmou acordos com o prefeito do Guarujá, Valter Sulman, e o ex-presidente da Câmara, José Nilton Doidão, para garantir o repasse de verbas públicas à facção por meio de licitações fraudulentas, que somaram mais de R$ 81 milhões.


Com esses recursos, o grupo passou a extorquir comerciantes, impondo "taxas de segurança" e assassinando policiais que atuavam na área, especialmente os que faziam segurança privada.



Casos em 2023

  • No dia 19 de maio, o subtenente Nelson da Silva, inativo desde 2009, foi vítima de homicídio em serviço de segurança privada, onde atuava há dez anos.

  • Com Nelson, estava o sargento Clóvis Oliveira Barbosa, inativo desde 2019, assassinado ao parar para conversar com o colega após término de um serviço como mototáxi.

  • Em 25 de maio, o sargento inativo Alexandre de Moura estava em uma moto e morreu ao ser abordado por dois homens.

  • No dia 6 de junho, o sargento Sérgio Pereira foi vítima de homicídio por dois homens enquanto arrumava a banca de frutas e verduras da família.

  • No mesmo dia, em julho, o sargento inativo Marcos Rogério Martins foi vítima de um latrocínio após sair de uma agência bancária. Ele realizava transportes de valores.


Policiais mortos com possível participação da milícia de Meia Folha | Reprodução, Polícia Civil e PM

Até 2023, o esquema resultou na morte de seis policiais militares, além de 12 tentativas de homicídio. As ações do PCC na Baixada Santista são facilitadas pela geografia da região, que oferece condições ideais para esconderijos e práticas ilícitas. A Prefeitura do Guarujá, procurada para se manifestar, negou ter recebido qualquer notificação oficial sobre as investigações.


Veja a reportagem completa no Site: SBT MEWS AQUI

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