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Parceria entre Odebrecht e empresas ligadas a Vorcaro envolve venda de imóveis milionários em São Paulo

Empreendimentos de luxo e prédios residenciais entram no radar da Justiça após bloqueio de bens ligados ao ex-controlador do Banco Master

Arte Metrópoles
Arte Metrópoles
Empreendimentos imobiliários em São Paulo estão no centro de uma nova polêmica envolvendo a antiga Odebrecht, hoje chamada de Novonor, e empresas atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro. Ao todo, seis projetos imobiliários unem sociedades ligadas aos dois grupos e somam centenas de apartamentos em comercialização.

Os empreendimentos são alvo indireto de medidas judiciais impostas pela 3ª Vara de Falências de São Paulo, que determinou bloqueios e averbações sobre bens ligados ao antigo controlador do Banco Master.


Entre os projetos está um edifício de luxo entregue recentemente no bairro Itaim Bibi, com 21 apartamentos avaliados em mais de R$ 8 milhões cada. Outros empreendimentos seguem em fase de venda e construção, totalizando 555 apartamentos e 70 unidades comerciais.


As sociedades responsáveis pelos projetos reúnem, de um lado, a Orion Empreendimentos, ligada à Novonor, e do outro empresas associadas a fundos de investimentos apontados pela Justiça como ligados a Daniel Vorcaro.


Segundo o liquidante do Banco Master, os fundos teriam sido usados para aquisição e controle de bens destinados ao banqueiro. A medida judicial foi tomada como preparação para uma futura ação que pretende recuperar ativos supostamente desviados da instituição financeira.


Em nota, a OR, braço imobiliário da Novonor, afirmou que os investimentos foram negociados em 2022 com empresas ligadas a Augusto Lima e que, na época, não havia indicação de ligação com Daniel Vorcaro ou o Banco Master.


A empresa também informou que, após tomar conhecimento das investigações pela imprensa, iniciou medidas para encerrar relações com as companhias envolvidas. Até o momento, porém, não houve alteração oficial registrada na composição societária das incorporadoras.


Outro nome citado no caso é o advogado Daniel Monteiro, preso durante a Operação Compliance Zero, investigação que apura supostos pagamentos de propina envolvendo negócios imobiliários e empresas de fachada.


As investigações continuam em andamento e acompanham possíveis conexões financeiras entre os empreendimentos imobiliários, fundos de investimento e operações ligadas ao Banco Master.

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