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“Operário do crime” do Comando Vermelho é preso enquanto trabalhava em obra em Rio Branco

28 de jan.
2 min de leitura

Um homem identificado pelas iniciais G. S. S., apontado pelas investigações como um dos principais executores de extrema periculosidade de uma organização criminosa, foi preso durante uma operação conjunta da Polícia Civil do Acre. A ação foi realizada por oficiais investigadores da Delegacia-Geral de Polícia Civil de Manoel Urbano, com apoio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

A prisão ocorreu na Avenida Ascânio, no bairro Bom Sucesso, em Rio Branco, enquanto o suspeito trabalhava como operário em uma obra residencial pertencente a uma conhecida influenciadora digital da capital.

De acordo com a Polícia Civil, ao perceber que estava sendo monitorado pelas autoridades, G. S. S. teria buscado se esconder no anonimato da construção civil. Ele atuava como trabalhador comum, sob supervisão de um mestre de obras, evitando levantar suspeitas entre colegas ou junto à proprietária do imóvel.

Segundo os investigadores, o suspeito vinha sendo acompanhado desde que deixou o município de Manoel Urbano, onde já era alvo de apurações. O disfarce, no entanto, não impediu que a equipe policial localizasse e efetuasse a prisão.


“A integração entre a delegacia local e a DHPP foi fundamental. Ele acreditava que o disfarce de operário o tornaria invisível, mas os oficiais investigadores já o acompanhavam desde sua saída de Manoel Urbano”, afirmou um dos policiais envolvidos na ação.

Histórico de violência


Conforme as investigações, G. S. S. é suspeito de atuar como um “operário do crime”, sendo responsável por aplicar torturas físicas e psicológicas a mando da facção criminosa Comando Vermelho, com a finalidade de “disciplinar” pessoas, punir desafetos e cobrar dívidas relacionadas ao tráfico de drogas.


A polícia destaca que o suspeito exercia um papel de executor dentro da organização criminosa, sendo apontado como indivíduo de alta periculosidade.


Repercussão


A prisão causou forte repercussão, principalmente pelo local onde ocorreu. A influenciadora digital, cujo nome não foi divulgado pelas autoridades, não teria conhecimento do histórico criminal do trabalhador contratado para a obra, conforme informações preliminares.


O suspeito foi conduzido à delegacia e permanece à disposição da Justiça. As investigações seguem em andamento para identificar outras possíveis vítimas e envolvidos.


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