Operação nacional apreende 598 celulares em presídios e mobiliza mais de 4,2 mil policiais
Ação coordenada pelo Ministério da Justiça passou por 107 unidades prisionais e resultou na revista de mais de 3,6 mil celas

Uma operação nacional de combate à comunicação ilegal dentro de presídios resultou na apreensão de 598 celulares entre os dias 21 e 25 de setembro. A Operação MUTE foi coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), e mobilizou 4.212 policiais penais em todo o país.
Ao longo da ação, foram realizadas revistas em 3.604 celas de 107 unidades prisionais, que juntas abrigam mais de 88 mil pessoas privadas de liberdade. As operações ocorreram nos estados e no Distrito Federal, com base em informações de inteligência.
Além dos celulares, as equipes também procuraram outros materiais proibidos nas unidades. A iniciativa tem como objetivo interromper meios de comunicação não autorizados utilizados a partir dos estabelecimentos prisionais.
Segundo o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, o resultado reforça a importância da integração entre os órgãos de segurança.
Mais de 3 mil celulares apreendidos desde maio
A Operação MUTE faz parte de uma série de ações nacionais realizadas desde maio de 2026. Nesse período, operações nacionais e estaduais mobilizaram 17.555 policiais penais, alcançaram 419 unidades prisionais e levaram à revista de 13.799 celas.
Ao todo, desde o início dessas ações, foram apreendidos 3.045 celulares.
Tecnologia reforça fiscalização nos presídios
A agenda nacional também incluiu a entrega de equipamentos e ações de capacitação para ampliar a estrutura de segurança das unidades prisionais.
Segundo o Ministério da Justiça, tecnologias já foram disponibilizadas aos 27 estados, incluindo 42 equipamentos de raio-X, 18 kits de varredura, 10 georradares, quatro drones, oito scanners corporais, 414 detectores de metais portáteis e 22 pórticos detectores de metais.
Os equipamentos fazem parte de uma estratégia de modernização voltada para 138 unidades prisionais consideradas estratégicas a partir de critérios de inteligência penal.
Estados recebem equipamentos e treinamento
No Rio de Janeiro, foram entregues três kits de varredura, um georradar e dois scanners corporais. Segundo o governo federal, o investimento previsto para equipamentos e soluções tecnológicas voltadas à segurança prisional no estado chega a R$ 27,7 milhões até o fim de 2026.
A operação também foi acompanhada por cursos de capacitação para policiais penais. Na Bahia, os profissionais participaram de treinamento sobre procedimentos operacionais em estabelecimentos prisionais.
Em Goiás, uma formação foi direcionada à análise de imagens obtidas por equipamentos de raio-X e scanners corporais, incluindo recursos de inteligência artificial.
O cronograma de treinamentos segue em outros estados. Pernambuco recebeu atividades entre 28 de setembro e 2 de outubro, enquanto Ceará, Mato Grosso, Maranhão e Tocantins estão previstos nas próximas etapas.
A estratégia do Ministério da Justiça é ampliar a utilização das novas tecnologias e padronizar procedimentos de inspeção e segurança dentro das unidades prisionais.















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