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Operação mira cartel suspeito de manipular contratos de shows em Santa Catarina

7 de jul.
2 min de leitura

Ministério Público cumpre 50 mandados e bloqueia cerca de R$ 9 milhões durante investigação sobre fraudes em licitações

Foto: MPSC/Gaeco
Foto: MPSC/Gaeco
O Ministério Público de Santa Catarina deflagrou, na manhã desta terça-feira, 7, a Operação Pão e Circo, que investiga um suposto cartel formado por empresários do setor de eventos. O grupo é suspeito de fraudar licitações para reduzir a concorrência, manipular preços e concentrar contratos de shows com artistas de destaque nacional em municípios catarinenses.

A ação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas, com apoio da Polícia Civil de Santa Catarina.


Segundo o Ministério Público, o esquema também teria envolvido agentes públicos. Eles são suspeitos de receber vantagens financeiras para favorecer empresas durante os processos de contratação. Os investigados ainda podem ter usado mecanismos para esconder a origem dos valores obtidos de forma irregular.


A Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 9 milhões em bens e valores dos investigados. A medida busca garantir possível devolução de recursos aos cofres públicos.

Também foram impostas restrições aos alvos da investigação, como afastamento de funções, proibição de contratar com o poder público, impedimento de acesso a repartições municipais e proibição de contato com outros investigados e testemunhas.


Ao todo, a operação cumpre 50 mandados de busca e apreensão em 19 municípios. Dezoito cidades ficam em Santa Catarina e uma está localizada no Rio Grande do Sul. Um empresário também é alvo de mandado de prisão preventiva.


As buscas ocorrem em residências, empresas e órgãos públicos de cidades como Bombinhas, Brusque, Canoinhas, Itapema, Mafra, Palhoça, Porto Belo, São Bento do Sul e Três Barras. Também há diligências em Porto Alegre.


As medidas foram autorizadas pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina porque a investigação envolve pessoas com direito a foro especial. Todo o material apreendido será encaminhado para perícia e analisado pelos investigadores para identificar possíveis envolvidos e aprofundar a apuração.

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