OPERAÇÃO DE GUERRA NA AMAZÔNIA: GARIMPO ILEGAL É DESTRUÍDO EM TERRA INDÍGENA E PREJUÍZO CHEGA A R$ 750 MIL
Força-tarefa com Ibama, Funai e Exército desmonta acampamentos, apreende toneladas de minério e prende suspeitos em Roraima

Uma grande operação ambiental desmontou uma frente de garimpo ilegal dentro da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, no município de Normandia, causando um prejuízo estimado em R$ 750 mil aos responsáveis pela atividade criminosa.
A ação foi coordenada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, com apoio da Fundação Nacional dos Povos Indígenas e do Exército Brasileiro. O alvo foi uma área de 13 hectares nas encostas da Serra do Atola, próxima à comunidade Raposa, onde havia avanço recente da exploração ilegal.
De acordo com os órgãos envolvidos, a movimentação de garimpeiros na região estaria ligada ao deslocamento após operações realizadas na Terra Indígena Yanomami, intensificando a pressão sobre outras áreas protegidas.
Durante a ofensiva, os agentes apreenderam e destruíram 27 motores, entre guinchos e geradores, além de cinco britadeiras, uma perfuratriz e um detector de ouro. Cerca de 30 acampamentos clandestinos foram desmobilizados no local.
Na parte logística, foram apreendidos um automóvel, uma motocicleta e duas carretas semi-reboque. As equipes também retiraram 13 toneladas de minério bruto, que já estavam ensacadas e prontas para processamento.
Segundo o Ibama, o garimpo ilegal na região utiliza substâncias altamente tóxicas, como o cianeto, capaz de contaminar rios e causar impactos severos às comunidades indígenas que dependem desses recursos naturais.
Dois suspeitos foram presos em flagrante por crimes ambientais e encaminhados à Polícia Federal, que dará continuidade às investigações.
A operação faz parte de uma série de ações realizadas na região ao longo dos últimos meses, com o objetivo de conter o avanço do garimpo ilegal em territórios indígenas e áreas de preservação na Amazônia.














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