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Operação da pf mira desembargadores por suspeita de venda de sentenças no maranhão

1 de abr.
2 min de leitura

Investigação revela esquema milionário, apreensão de dinheiro em espécie e bloqueio de até R$ 50 milhões

Foto: Divulgação/Polícia Federal
Foto: Divulgação/Polícia Federal
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (1º), a Operação Inauditus para investigar um suposto esquema de corrupção e venda de decisões judiciais no Tribunal de Justiça do Maranhão. A ação cumpre 25 mandados de busca e apreensão autorizados pelo Superior Tribunal de Justiça.

Entre os alvos estão os desembargadores Antônio Pacheco Guerreiro Júnior e Luiz de França Belchior Silva, além de juízes, advogados, assessores e um empresário. Um dos magistrados já estava afastado anteriormente por suspeitas envolvendo desvio de recursos.


Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam cerca de R$ 284,7 mil em dinheiro vivo. A Justiça também determinou o bloqueio de bens dos investigados, que pode chegar a R$ 50 milhões.


Esquema de corrupção

Segundo a PF, as investigações começaram após uma delação premiada que apontou a negociação de decisões judiciais em processos de alto valor. O esquema envolveria a atuação conjunta de magistrados, assessores e advogados para favorecer interesses privados.


De acordo com as apurações, assessores atuavam como intermediários entre as partes interessadas e integrantes do Judiciário, facilitando o direcionamento de decisões e a tramitação acelerada de processos.


Em um dos casos investigados, uma decisão judicial teria sido negociada por R$ 250 mil. Parte do valor foi entregue em espécie, enquanto o restante teria sido transferido por meio de operações bancárias para outros envolvidos.


Medidas e punições

Além das buscas, a Justiça decretou a prisão preventiva de um ex-assessor apontado como operador do esquema. Também foram determinados o afastamento de um desembargador, três assessores e uma servidora, além do uso de monitoramento eletrônico para alguns investigados.


Os alvos estão proibidos de acessar dependências do tribunal e de manter contato entre si. As investigações identificaram ainda movimentações financeiras suspeitas, com indícios de lavagem de dinheiro.


As ações ocorrem em cidades como São Luís, São José de Ribamar, Imperatriz, Bacabal e Balsas, além de outros estados, como Ceará, São Paulo e Paraíba.


Somadas, as penas para os crimes investigados podem chegar a 42 anos de prisão. A defesa dos envolvidos ainda não havia se manifestado até a última atualização do caso.


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