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Operação da PF Desmascara Fraude de R$ 180 Milhões em Créditos de Carbono Envolvendo Empresários do Acre

5 de jun. de 2024
2 min de leitura

Em uma ação coordenada pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (5), Dia Mundial do Meio Ambiente, foi deflagrada uma operação de grande escala para desmantelar uma organização criminosa acusada de fraude na concessão de créditos de carbono. O esquema envolvia a venda ilegal de cerca de R$ 180 milhões em créditos de carbono de áreas invadidas ilegalmente.


Operação acontece em vários estados brasileiros/Foto: Polícia Federal
Operação acontece em vários estados brasileiros/Foto: Polícia Federal

A operação, denominada "Greenwashing", está sendo realizada simultaneamente em vários estados brasileiros, incluindo Acre, Ceará, Paraná, Mato Grosso, São Paulo e Amazonas. Ao todo, quase 80 empresários são alvos dos mandados de busca e apreensão.


A investigação, que contou com o apoio de diversas entidades, como o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), Receita Federal do Brasil (RFB), Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), além de acadêmicos e profissionais de registro de imóveis, revelou um esquema de fraudes fundiárias que se estendeu por mais de uma década. Este esquema começou em Lábrea (AM), onde foram duplicados e falsificados títulos de propriedade, resultando na apropriação ilegal de cerca de 538 mil hectares de terras públicas.


Entre 2016 e 2018, a organização criminosa expandiu suas atividades, reutilizando títulos de propriedade e inserindo dados falsos no Sistema de Gestão Fundiária (SIGEF), com a colaboração de servidores públicos e técnicos. Nos últimos três anos, as atividades ilícitas se intensificaram nas regiões de Apuí (AM) e Nova Aripuanã (AM), envolvendo a emissão de certidões falsas, sobreposição de registros e apropriação indevida de terras públicas.


As investigações indicam que foram explorados ilegalmente mais de um milhão de metros cúbicos de madeira, causando um dano ambiental estimado em R$ 606 milhões. Além disso, a organização obteve cerca de R$ 820 milhões em terras griladas. As atividades ilegais incluíram exploração florestal e pecuária em áreas protegidas, venda de créditos virtuais de madeira e obtenção de licenças ambientais fraudulentas.


A operação "Greenwashing" marca um esforço significativo para combater crimes ambientais e fraudes no mercado de créditos de carbono, sublinhando a importância da proteção ambiental e a integridade dos processos de concessão de créditos de carbono no Brasil. As autoridades continuam investigando e prometem que os responsáveis enfrentarão as devidas consequências legais.

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