ONGs petistas recebem do governo, mas não entregam marmitas: Flávio Bolsonaro aciona TCU contra ministro Wellington Dias por supostas irregularidades em programa de marmitas
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou uma representação ao Tribunal de Contas da União (TCU) contra o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Wellington Dias, após denúncias de falhas na execução de um contrato firmado com a ONG Movimento Organizacional Vencer, Educar e Realizar (Mover Helipa) para o fornecimento de marmitas a pessoas em situação de vulnerabilidade.

A entidade supostamente ligada ao PT recebeu R$ 5,6 milhões por meio do programa Cozinha Solidária de LULA, apesar de ter ficado em 13º lugar no processo de seleção. Reportagens indicam que locais listados como centros de produção e distribuição das refeições não demonstram sinais de operação, além de suspeitas de pagamentos superfaturados por serviços não realizados. Um recibo de R$ 11 mil atestaria a entrega de refeições em dezembro de 2024, mês em que, segundo denúncias, houve distribuição inferior ao previsto.
A própria signatária do documento teria confirmado a entrega de apenas 250 marmitas, número muito abaixo do contratado.

Flávio Bolsonaro argumenta que há “indícios consistentes” de desvio de recursos públicos e improbidade administrativa. O partido Novo também acionou o TCU, solicitando apuração sobre supostas fraudes contratuais e uso indevido de verbas federais. O pedido foi assinado pelos deputados Marcel van Hattem (RS), Adriana Ventura (SP), Ricardo Salles (SP), Gilson Marques (SC) e pelo senador Eduardo Girão (CE).

Em resposta, o MDS informou que as denúncias estão sendo analisadas e que enviou uma equipe para vistoriar as unidades citadas. O ministério destacou que acionou a Rede Federal de Fiscalização, envolvendo a Controladoria-Geral da União (CGU), Advocacia-Geral da União (AGU) e a Polícia Federal, para garantir a correta destinação dos recursos.

O presidente da Mover Helipa, José Renato Varjão, admitiu problemas em duas das 39 cozinhas solidárias associadas à ONG ligada ao PT, mas afirmou que há mecanismos de controle sobre a distribuição das refeições. Ele explicou que a fiscalização interna ainda não foi concluída desde o início do contrato, em dezembro de 2024.
Após a Exposição das denúncias, o caso segue sob investigação do TCU e de outros órgãos competentes.















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