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ONDE ESTARÃO OS ELEITORES DE LULA? Ato da esquerda reúne apenas 4.300 pessoas, contra 84,9 mil da direita em eventos massivos no RJ e SP

7 de set. de 2025
7 min de leitura

Enquanto apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro tomaram a Avenida Paulista com impressionantes 42,2 mil pessoas neste domingo (7.set.2025), a manifestação da esquerda em São Paulo reuniu modestos 4.300 participantes na Praça da República – pouco mais de 10% do público bolsonarista. A estimativa do ato da esquerda foi feita pelo Poder360 com base em fotos aéreas e imagens de solo, considerando obstáculos visuais como árvores.

Contraste é evidente entre os eleitores dos Dois lados - a pergunta que fica é como Lula foi eleito sem eleitores?
Contraste é evidente entre os eleitores dos Dois lados - a pergunta que fica é como Lula foi eleito sem eleitores?

O contraste fica ainda mais evidente no Rio de Janeiro: 42,7 mil manifestantes ocuparam a orla de Copacabana em atos pró-Bolsonaro, enquanto atos da esquerda em outras capitais do país não conseguiram ultrapassar a casa dos milhares. Em Recife, Florianópolis, Belém e Goiânia, os protestos reuniram entre 1,4 mil e 4,1 mil pessoas.


O ato da esquerda tinha pautas como a condenação de Bolsonaro, o fim da escala 6 x 1, reforma do Imposto de Renda e reforma agrária, mas o tema central foi a defesa da soberania nacional. Já os atos bolsonaristas chamaram atenção pelo tamanho da multidão, ataques ao STF, críticas diretas ao ministro Alexandre de Moraes e até bandeirões dos Estados Unidos, em um protesto que mostrou força política e mobilização nas ruas.


A diferença de presença deixa claro que, quando se trata de adesão de público nas ruas, a base eleitoral de Lula ainda tem um longo caminho para alcançar a força mobilizadora dos apoiadores de Bolsonaro.


Vamos recordar um Pouco os motivos deste afastamento tanto de partidos políticos quanto de Público, os fatos nos trazem atona um contesto sombrio de corrupção e lavagem de dinheiro em vários modelos.


Lula, Lava Jato e o maior escândalo de corrupção do mundo


As investigações da Operação Lava Jato revelaram o maior esquema de corrupção já registrado em escala mundial, atingindo diretamente o Partido dos Trabalhadores (PT) e os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.


Condenações e anulações pelo STF


Lula foi condenado em três instâncias no caso do tríplex do Guarujá e também no sítio de Atibaia, ambos por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Em 2018, chegou a cumprir pena após decisões confirmadas no TRF-4 e no STJ. Mais tarde, o Supremo Tribunal Federal anulou as condenações alegando incompetência da Vara de Curitiba e parcialidade do juiz Sérgio Moro, devolvendo ao ex-presidente os direitos políticos — movimento considerado internacionalmente atípico em democracias consolidadas.


Delações e propinas bilionárias


Em depoimento à Lava Jato, Marcelo Odebrecht afirmou que repassou cerca de R$ 300 milhões ao PT entre 2011 e 2015, negociados com Antonio Palocci e Guido Mantega. Planilhas da empreiteira confirmaram repasses que somam R$ 323,5 milhões, registrados sob o codinome “Italiano”, usado para identificar Palocci.

Já Antonio Palocci, em 23 depoimentos, relatou propinas de R$ 333 milhões ao PT, caracterizando o partido como uma “organização criminosa” estruturada para arrecadar vantagens ilícitas.

No conjunto das investigações, o MPF e o TCU apontaram cifras ainda mais impressionantes:


  • R$ 22 bilhões movimentados sem transparência;

  • R$ 70 bilhões em pedidos de ressarcimento em ações cíveis;

  • Estudos apontam impactos de até R$ 153 bilhões na economia brasileira.

Somente em devoluções, a Lava Jato conseguiu recuperar apenas mais de R$ 4 bilhões até 2021.


O maior escândalo de corrupção do mundo


A Operação Lava Jato é amplamente reconhecida, em relatórios e estudos internacionais, como “o maior escândalo de corrupção do mundo” — principalmente pela soma de valores desviados, o número de empresas e políticos envolvidos e a dimensão internacional do esquema.


O Departamento de Justiça dos EUA (DoJ) classificou a Lava Jato como “o maior caso de suborno internacional já resolvido”, quando firmou o acordo de leniência com a Odebrecht em 2016. A empreiteira admitiu ter pago US$ 788 milhões em propinas em 12 países, como Peru, Argentina, Colômbia, México, Venezuela e até Moçambique.


Veículos internacionais como The Guardian, The Economist e BBC também reconheceram a Lava Jato como “o maior escândalo de corrupção do mundo”, tanto pelo montante bilionário quanto pelo alcance transnacional.

Mike Benz e a interferência externa nas eleições 2022


O ex-funcionário do Departamento de Estado dos EUA Mike Benz revelou que órgãos americanos, incluindo a CIA e a USAID, interferiram diretamente no Brasil. Segundo ele, houve pressão para que o governo Bolsonaro não questionasse as urnas eletrônicas, além de financiamento de ONGs e agências de checagem, afetando a soberania nacional em favorecimento direto a LULA e o PT.


O padrão regional: Peru e Argentina


O mesmo modelo se repete em países vizinhos:

  • Peru – A presidente Dina Boluarte, investigada por corrupção e lavagem de dinheiro, permaneceu blindada por articulações externas e pela OEA.

  • Argentina – Cristina Kirchner foi condenada a seis anos de prisão por fraude em contratos de obras públicas, mas manteve influência política, alegando perseguição judicial (“lawfare”).


A Lava Jato não foi apenas uma operação brasileira: ela entrou para a história como o maior escândalo de corrupção do mundo, revelando propinas na casa de bilhões, com ramificações internacionais e impactos devastadores à economia. Apesar disso, Lula, condenado em três instâncias, teve suas sentenças anuladas e retornou ao poder em 2022 — em dissonância com padrões internacionais, onde líderes condenados por corrupção são definitivamente afastados da vida pública.


Falas sobre o dólar e as relações com os EUA

O presidente Lula criticou publicamente o uso do dólar como moeda dominante no comércio internacional e defendeu a criação de uma moeda alternativa para uso entre países dos Brics, como uma forma de reduzir a dependência dos EUA. Essa posição gerou descontentamento diplomático e preocupação com possíveis retaliações comerciais.


Além disso, houve tensão diplomática com os Estados Unidos em julho de 2025, após Trump anunciar tarifas comerciais e Lula reagir com afirmações sobre soberania nacional, recusa de interferência e defesa de medidas retaliatórias legais. O Brasil contestou a narrativa de déficit comercial e reafirmou o interesse em dialogar por meio da OMC


Em julho de 2025, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impôs sanções significativas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil, Alexandre de Moraes. Essas medidas geraram uma crise diplomática entre os dois países e tiveram repercussões políticas internas no Brasil.


🛑 Sanções Impostas pelos EUA por extrapolar os limites.

  1. Revogação de Vistos: Em 18 de julho de 2025, o governo dos EUA revogou os vistos de Alexandre de Moraes, de seus aliados no STF e de seus familiares imediatos. O secretário de Estado, Marco Rubio, justificou a ação alegando que Moraes havia criado um "complexo de perseguição e censura tão amplo" que violava os direitos dos brasileiros e afetava cidadãos americanos.


  2. Sanções Econômicas (Lei Magnitsky): Em 30 de julho de 2025, o Departamento do Tesouro dos EUA incluiu Moraes na lista de sanções da Lei Magnitsky. Isso resultou no congelamento de ativos nos EUA e na proibição de transações financeiras com instituições americanas. A justificativa foi que Moraes teria abusado de sua autoridade judicial para realizar "caças às bruxas políticas" contra cidadãos e empresas, incluindo ações contra opositores políticos e jornalistas, tanto no Brasil quanto nos EUA


  3. Tarifas Comerciais: Simultaneamente, Trump impôs tarifas de 50% sobre as exportações brasileiras para os EUA, como parte de uma estratégia de pressão econômica para interromper o julgamento de Jair Bolsonaro, aliado político de Trump


⚖️ Reação do STF e do Governo Brasileiro

O STF, por meio de seus ministros, reagiu com indignação às sanções. Em 13 de julho de 2025, o presidente do STF, Luís Roberto Barroso, publicou uma carta intitulada "Em Defesa da Constituição, da Democracia e da Justiça", condenando as medidas de Trump


Além disso, o ministro Flávio Dino afirmou que decisões judiciais estrangeiras não têm efeito no Brasil, desafiando diretamente as sanções impostas pelos EUA


O governo brasileiro, liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), também repudiou as ações de Trump, considerando-as uma violação da soberania nacional as decisões que sansionar os Ministro dentro do territorio americano e uma tentativa de interferir no sistema judiciário brasileiro, sendo que o proprio tribunal do Brasil impos bloqueio de redes sociais de cidadão americanos dentro do territorio americano, mas se contradiz varias vezes sobre estes assuntos.

🇧🇷 Soberania Nacional? Veja as Posturas Externas adotadas pelo presidente LULA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem enfatizado a defesa da soberania nacional, especialmente em resposta a ações de outros países que considera interferências indevidas. Por exemplo, diante das sanções impostas pelos Estados Unidos ao ministro Alexandre de Moraes, Lula afirmou que o Brasil não aceitará imposições externas que a soberania é fundamental para a nação


✈️ Asilo a Nadine Heredia

Em abril de 2025, o governo brasileiro concedeu asilo a Nadine Heredia, ex-primeira-dama do Peru, condenada por corrupção no caso Odebrecht. LULA usou um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para resgatá-la e ainda, impôs sigilo de cinco anos sobre os custos operacionais da operação. Ela se refugiou na Embaixada do Brasil em Lima e depois foi levada a Brasília após ser condenada a 15 anos de prisão por lavagem de dinheiro qualificada. A decisão gerou críticas internas, com alguns questionando a concessão de asilo a uma pessoa envolvida em corrupção.


🇦🇷 Apoio a Cristina Kirchner

O presidente Lula também manifestou apoio à ex-presidente argentina Cristina Kirchner, condenada por corrupção. Em junho de 2025, Lula entrou em contato com Kirchner para expressar solidariedade e incentivá-la a "manter sua luta por justiça" Gazeta do Povo. Essa postura gerou debates sobre a consistência da defesa da soberania nacional quando se trata de apoiar líderes estrangeiros em situações semelhantes.


A concessão de asilo a Nadine Heredia e o apoio a Cristina Kirchner podem ser vistos como ações que, em alguns casos, contrariam a ênfase na soberania nacional.


A crítica central reside na percepção de que, ao intervir em assuntos internos de outros países, o governo brasileiro pode estar adotando uma postura contraditória em relação à defesa da soberania quando ele mesmo pede pela tal soberania que NÃO respeita em outros países.




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