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O Ódio do Bem: uma sociedade dividida pelo fundamentalismo, radicalismo e intolerância

16 de set. de 2025
2 min de leitura

Não faz muito tempo que a política, no Brasil e no mundo, adotou um caminho perigoso: o da divisão. Para fidelizar apoiadores, líderes passaram a usar a velha estratégia do “nós contra eles”, baseada na máxima de Maquiavel: dividir para conquistar. O jogo é simples, demonizar o adversário, tratá-lo como inimigo, como alguém mau, nefasto e até desumano.


Assim se construiu o cenário que vemos hoje: a polarização entre esquerda e direita, progressistas e conservadores, pobres e ricos, negros e brancos, árabes e judeus, héteros e LGBTQIA+, entre tantos outros.

No Brasil, esse processo ganhou força com o PT, especialmente na campanha que elegeu Dilma Rousseff. Foi nesse período que o discurso de antagonismo passou a ser utilizado de forma mais explícita. Pouco tempo depois, a direita adotou a mesma retórica. O resultado? Uma sociedade intoxicada pelo radicalismo, onde muitos perderam a capacidade de enxergar a realidade de forma crítica.


É impressionante como militantes de ambos os lados conseguem ignorar os erros cometidos pelos próprios líderes. Mensalão, Petrolão, Lava Jato, rachadinhas, militância política no STF... a lista é longa. Ainda assim, quando o problema vem do “meu lado”, a desculpa está sempre pronta. Essa hipocrisia alimenta o ódio e cria um ambiente em que só importa atacar o outro, mesmo que isso custe a coerência e, em alguns casos, até a dignidade.


Falo isso de dentro. Sempre militei ativamente na direita, mas isso nunca me cegou para os erros cometidos por políticos desse campo. Ao contrário, acredito que reconhecer falhas é sinal de maturidade. O problema é que a maioria não pensa assim. A lógica do “passar pano” impera, e quem ousa criticar o próprio grupo logo é tachado de traidor.


Esse ambiente de intolerância já ultrapassou os limites do discurso. Quando vemos assassinatos de figuras públicas por motivações políticas, fica claro que a situação está saindo do controle. Mais revoltante ainda é perceber que há quem comemore tragédias como essas. Isso é um retrato cruel do que a polarização vem fazendo com a sociedade. Aliás, comemorar a morte de alguém, além de imoral, pode configurar crime de apologia, previsto no artigo 287 do Código Penal.


O que mais incomoda é perceber que esse fundamentalismo serve apenas para manter os mesmos líderes no poder. Lula e o PT, por exemplo, alimentam a fogueira do ódio porque sabem que ela fortalece seu discurso. Do outro lado, muitos na direita fazem exatamente o mesmo. Enquanto isso, o país segue paralisado, refém de um debate estéril que não constrói absolutamente nada.


Chega. O Brasil precisa superar essa polarização doentia. É hora de discutir pautas que realmente interessam à nação, e não apenas ao jogo de poder de uns e outros. É hora de resgatar o bom senso, a autocrítica e a capacidade de dialogar sem ódio.

A verdade é que quem tem um mínimo de lucidez já não suporta mais essa guerra sem fim. Se continuarmos alimentando o ódio em nome do “bem”, condenaremos o futuro do país a ser apenas isso: um campo de batalha onde todos perdem.

 
 
 

2 comentários

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Rodrigo
16 de set. de 2025
Avaliado com 5 de 5 estrelas.

Excelente! O ódio começou depois que o teatro das tesouras foi desmantelado e a realidade veio à tona!


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Kennedy Lins
16 de set. de 2025
Avaliado com 5 de 5 estrelas.

Um bom resumo da polariazacao e divisão que esta levando o Brasil para o abismo de políticas públicas de longo prazo, principalmente o saneamento básico e uma saúde e segurança deficiente..

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