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O recado dos EUA contra Maduro está dado: TRUMP envia frota com mísseis guiados e navios de Guerra e mais de 4 mil soldados contra regime ditador.

23 de ago. de 2025
2 min de leitura

Casa Branca promete usar “toda a sua força” contra o presidente venezuelano, acusado de chefiar cartel internacional de drogas


Os Estados Unidos intensificaram a pressão militar sobre a Venezuela ao enviar cerca de 4 mil soldados e três embarcações de guerra equipadas com mísseis guiados para o Caribe. A medida, anunciada nesta terça-feira (19) pela Casa Branca, atende a uma ordem do presidente Donald Trump, que prometeu usar “toda a sua força” contra o governo de Nicolás Maduro.

Washington acusa o líder venezuelano de comandar um cartel internacional de drogas, incluindo o tráfico de fentanil, substância responsável por uma epidemia em várias cidades norte-americanas. A recompensa por informações que levem à captura de Maduro foi elevada para US$ 50 milhões, e cerca de US$ 700 milhões em bens ligados ao presidente foram confiscados, segundo autoridades americanas.

Superioridade militar dos EUA


As Forças Armadas dos EUA contam com 1,3 milhão de soldados ativos, mais de 13 mil aeronaves, 4.600 tanques, 440 embarcações navais — incluindo 70 submarinos — e um arsenal nuclear de 5.177 ogivas, de acordo com a Federação de Cientistas Americanos (FAS).


A Venezuela, por sua vez, possui cerca de 337 mil militares ativos e reservistas, 229 aeronaves (126 em operação), 172 tanques e 34 embarcações. Maduro também mobilizou as Milícias Bolivarianas, que ele afirma reunir até 4,5 milhões de civis, número considerado exagerado por especialistas.


Tensão crescente


Navios americanos — entre eles o USS Gravely, USS Jason Dunham e USS Sampson — já se dirigem à costa venezuelana para operações contra cartéis de drogas. Aviões de vigilância P-8 e pelo menos um submarino de ataque integram a frota.


Embora Trump tenha afirmado não buscar uma mudança de regime, analistas apontam que qualquer movimento de Maduro considerado ameaça — como uma tentativa de anexar a região do Essequibo, na Guiana — pode levar a uma escalada.


Em resposta, Maduro declarou que a Venezuela “defenderá seus mares, céus e terras” contra o que classificou como “ameaça absurda e bizarra de um império em declínio”, sem citar diretamente os EUA.

Por Gabriel Oliveira

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