Ciclone extratropical coloca o Sul do Brasil em alerta vermelho para tempestades severas
Frente fria potencializa instabilidade e deve provocar ventos acima de 100 km/h; efeitos atingem também Sudeste e Centro-Oeste
A região Sul do Brasil amanheceu nesta terça-feira (9) sob alerta vermelho devido à formação de um ciclone extratropical combinado com a chegada de uma frente fria. O sistema, classificado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) como de “grande perigo”, deve provocar chuvas extremas, ventos violentos e risco elevado de granizo nos três estados da região: Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

O alerta é válido até 23h59, com previsão de acumulados que podem ultrapassar 60 mm em apenas uma hora ou mais de 100 mm ao longo do dia. As rajadas de vento também devem impressionar, podendo superar 100 km/h em algumas localidades.
Segundo o Inmet, há alto risco de danos estruturais, interrupção de energia, queda de árvores, alagamentos, enxurradas e impactos no transporte terrestre. A recomendação é que os moradores evitem áreas abertas, desliguem aparelhos elétricos e protejam documentos e objetos sensíveis em sacos plásticos.
O ciclone extratropical se formou a partir da intensificação de uma área de baixa pressão entre o Paraguai, Argentina e o Rio Grande do Sul. Durante a madrugada, o sistema se organizou totalmente e avançou rapidamente em direção ao litoral gaúcho.
A atuação do fenômeno favorece a formação de nuvens carregadas, tempestades severas e a possibilidade de microexplosões, além da ocorrência isolada de tornados — fenômenos possíveis em episódios de forte instabilidade.
As áreas afetadas incluem regiões metropolitanas, litorâneas, serranas e interiores, como Vale do Itajaí, Grande Curitiba, Grande Porto Alegre, oeste catarinense, norte paranaense e noroeste gaúcho.

Apesar de o ciclone não avançar diretamente sobre o Sudeste, seus efeitos já são sentidos em vários estados. Em São Paulo, a terça-feira começou com chuva intensa e rajadas entre 60 e 70 km/h. A Defesa Civil aponta risco para novas pancadas fortes ao longo do dia. Rio de Janeiro e Minas Gerais também podem registrar temporais, especialmente no Sul de Minas e na Zona da Mata.
No Centro-Oeste, há previsão de instabilidade em Mato Grosso do Sul, Goiás e sul de Mato Grosso, com risco de temporais e ventos que podem chegar a 70 km/h.
Regiões mais afetadas
Sul — risco extremo
Rio Grande do Sul: pode chover até 120 mm em um único dia; ventos superam 100 km/h.
Santa Catarina: risco muito alto de alagamentos e enxurradas.
Paraná: possibilidade de granizo e tempestades severas.
Também são esperadas ondas de até 3,5 metros no litoral gaúcho e catarinense, especialmente a partir da noite.
A previsão indica que o centro do ciclone alcance o mar entre a madrugada e a manhã de quarta-feira (10), na altura do litoral do Rio Grande do Sul. A partir de então, ele deve seguir para alto-mar, afastando-se gradualmente até quinta-feira (11).Mesmo assim, o mar seguirá agitado e o litoral deve registrar ventos fortes.
As autoridades orientam que a população:
Evite áreas costeiras, rios e locais sujeitos a alagamentos.
Não se abrigue sob árvores durante tempestades.
Reforce telhados e retire objetos soltos que possam ser arremessados pelo vento.
Acompanhe os alertas oficiais da Defesa Civil e órgãos de meteorologia.
Com o afastamento do ciclone, o tempo deve começar a se estabilizar no Sul a partir de quinta-feira. Já o Sudeste deve manter instabilidade pontual, enquanto o Centro-Oeste volta a registrar calor e pancadas isoladas de chuva.
Dezembro é historicamente um mês de formação de sistemas severos, mas a intensidade do ciclone atual exige monitoramento constante e atenção redobrada.















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