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Nova delação de banqueiro gera embate entre PF e defesa às vésperas de decisão

Investigadores questionam relevância das informações apresentadas, enquanto advogados afirmam que material traz fatos inéditos e pode ampliar apurações

foto reprodução
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A nova proposta de delação premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro abriu uma disputa de versões entre a Polícia Federal e a equipe de defesa do empresário. Nos bastidores, investigadores e advogados divergem sobre o alcance e a relevância das informações entregues às autoridades.

De um lado, integrantes da Polícia Federal avaliam que o material encaminhado recentemente não apresenta elementos suficientes para justificar a celebração de um acordo de colaboração premiada com concessão de benefícios ao banqueiro.


Entre investigadores também existe a percepção de que parte das informações fornecidas não acrescentaria fatos relevantes às apurações em andamento. Além disso, há suspeitas sobre a atuação de alguns integrantes da defesa, que, segundo essa linha de avaliação, poderiam estar tentando preservar determinadas figuras que deveriam ser mencionadas na colaboração.


Os advogados de Vorcaro rejeitam as críticas e sustentam que a proposta contém informações inéditas, ainda desconhecidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público.


Segundo a defesa, o material apresentado não se limita a relatos, mas indica novas linhas de investigação que dependeriam dos esclarecimentos do próprio banqueiro para serem totalmente compreendidas.


Nos bastidores, os representantes de Vorcaro afirmam ainda que uma eventual recusa da proposta poderia ser interpretada como falta de interesse em aprofundar investigações envolvendo determinados personagens citados no material.


A decisão sobre a continuidade das negociações cabe à Polícia Federal, com participação da Procuradoria-Geral da República. A expectativa é que uma resposta sobre a aceitação ou não da proposta seja dada ainda nesta semana.


A defesa espera uma definição até sexta-feira (12), data em que termina o prazo estabelecido pelo ministro André Mendonça para que os advogados mantenham contato presencial com o banqueiro durante o período autorizado pela Justiça.

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