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Nikolas denuncia fraude bilionária no INSS e culpa governo Lula por omissão

7 de mai. de 2025
2 min de leitura

Deputado repete fórmula do vídeo viral do Pix, critica silêncio do governo sobre descontos ilegais em aposentadorias e defende Bolsonaro: “Maior escândalo da história do Brasil”

(Reprodução/X)
(Reprodução/X)

De camisa preta, calça jeans escura e com trilha sonora de suspense, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) reapareceu nas redes sociais nesta terça-feira (6) em mais uma tentativa de viralizar, desta vez, abordando o escândalo bilionário de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A gravação, com pouco mais de seis minutos, reproduz a estética do vídeo publicado em janeiro sobre o Pix — que ultrapassou 8,9 milhões de visualizações no Instagram — e já acumula mais de 3,4 milhões em menos de 12 horas.

Na publicação, Nikolas afirma que o esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS é o “maior escândalo da história do Brasil” e critica o governo Lula por, segundo ele, ignorar e não apurar com rigor os desvios. Estimativas apontam que cerca de R$ 7,99 bilhões foram descontados diretamente dos benefícios de aposentados e pensionistas, muitas vezes sem consentimento dos titulares.


“É claro que vão espalhar a narrativa de que tudo começou no governo anterior”, diz o deputado, em referência às tentativas do governo Lula de atribuir a origem do problema a gestões anteriores. “Já percebeu que no governo passado, tudo era culpa do presidente? E nesse governo, nada é culpa do presidente?”, questiona ele, sugerindo uma blindagem midiática e política em torno do atual mandatário.

No final do vídeo, com efeitos especiais, Nikolas aparece com cabelos brancos e o rosto enrugado, numa dramatização simbólica: “Para chegar aqui diferente, a gente precisa fazer algo diferente agora. Porque o partido que prometeu cuidar do povo, um presidente que se colocou como o pai dos pobres, acabou explorando quem eles mais juraram defender”, afirma.


O deputado também conclama seus seguidores a pressionarem os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) ou até mesmo de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI). Segundo ele, apenas uma investigação ampla pode esclarecer quem se beneficiou das fraudes e por que elas persistiram por tantos anos.



Desde 2016, os descontos ilegais em folha vêm sendo registrados. O problema entrou no radar dos órgãos de controle em 2018, mas disparou a partir de 2023, já no governo Lula. A oposição afirma que o governo federal não teria adotado medidas eficazes para impedir o avanço das fraudes, que atingem especialmente idosos de baixa renda.

Nikolas ainda defende que Jair Bolsonaro tentou resolver o problema por meio da Medida Provisória 871, que previa revalidação anual dos descontos autorizados. No entanto, durante a tramitação no Congresso, lobbies de associações conseguiram estender o prazo para três anos, e posteriormente, com articulações parlamentares, a exigência de revalidação foi derrubada.



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