Mulher é sequestrada em estacionamento de supermercado em Porto Velho e resgatada após grande operação policial
Uma mulher foi vítima de um sequestro à luz do dia na tarde desta segunda-feira (22), por volta das 15h, no estacionamento de um supermercado em Porto Velho (RO). A ação criminosa mobilizou diversas guarnições da Polícia Militar e gerou pânico entre clientes e funcionários do estabelecimento.

A ocorrência chegou ao conhecimento da polícia por meio de uma mensagem compartilhada em um grupo de WhatsApp, que foi repassada à guarnição do setor Primo Alfa. Após o acionamento do Centro Integrado de Operações Policiais (CIOP), as equipes se deslocaram imediatamente ao local indicado.
No estacionamento, um funcionário relatou que a vítima, ao desembarcar de um veículo de transporte por aplicativo, foi surpreendida por um automóvel Peugeot preto, placa JWB-2077, ocupado por quatro pessoas — três homens e uma mulher. Dois dos suspeitos desceram do veículo, agarraram a mulher pelos braços e cabelos e passaram a agredi-la fisicamente. Ainda segundo testemunhas, a mulher que permaneceu dentro do carro ameaçou a vítima de morte, ordenando que ela permanecesse em silêncio.
A vítima foi identificada pelas iniciais A. L. A. O.. Em relato posterior à polícia, ela informou que havia ido ao local para comprar um aparelho celular de um indivíduo desconhecido, negociação previamente combinada. Durante a averiguação no estacionamento, os policiais encontraram sandálias pertencentes à vítima, reconhecidas por familiares, além de uma sandália da marca Olympikus, recolhida para investigação.
Com base em informações repassadas pela sogra da vítima e por seu companheiro, a polícia passou a trabalhar com a hipótese de que a mulher teria sido levada para o Condomínio Orgulho do Madeira, área conhecida por ser utilizada por criminosos para aplicação de punições ilegais, conhecidas como “disciplina”.
Diante da gravidade da situação, foi desencadeada uma grande operação policial, com apoio de guarnições do 1º e 5º Batalhões da Polícia Militar, CPAs e equipes de reforço. A ação envolveu cerco, saturação e varredura em cerca de 90 apartamentos, bloco por bloco. A atuação do 2º Sargento Shilton foi apontada como fundamental para o sucesso da operação, ao repassar informações precisas sobre o possível paradeiro da vítima.
As diligências indicaram que a mulher foi inicialmente levada ao apartamento 303, bloco 7, quadra 602, onde teria sido agredida com socos no rosto por uma criminosa, a mando de um dos envolvidos no sequestro. No local, os policiais apreenderam um aparelho celular e documentos pessoais em nome de uma mulher e de um homem com diversas passagens pelo sistema prisional e histórico recente de uso de tornozeleira eletrônica.
A vítima foi localizada posteriormente no apartamento 302, no mesmo bloco. Ela foi encontrada amordaçada, em estado de choque e com intenso abalo emocional. Em depoimento, relatou que foi agredida desde o momento do sequestro até a chegada ao condomínio, além de ter sido ameaçada de morte caso a polícia deixasse o local.
Segundo o relato, a mulher presa teria ficado responsável por vigiar a vítima enquanto os demais suspeitos se afastaram devido à forte presença policial na região. As duas mulheres envolvidas no crime foram localizadas e detidas.
O veículo utilizado no sequestro foi encontrado posteriormente com os quatro pneus murchos e encaminhado à Central de Flagrantes, juntamente com os objetos apreendidos. A vítima também informou que teve seu iPhone XS, de cor rosa, roubado pelos sequestradores.
Diante da gravidade dos fatos, foi dada voz de prisão às envolvidas, com a devida leitura de seus direitos constitucionais. De acordo com a polícia, foi necessário o uso de algemas, conforme prevê a Súmula Vinculante nº 11 do STF, devido ao risco de fuga e à periculosidade das conduzidas.
Durante o atendimento, a vítima informou ainda que descobriu recentemente estar grávida, o que agravou ainda mais a gravidade da ocorrência.
Entre os objetos apreendidos estão celulares, documentos pessoais, cartões bancários e diversos pertences das suspeitas. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que trabalha para identificar e prender os demais envolvidos no sequestro.















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