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Mulher baleada por pm espera mais de 30 minutos por socorro em sp

10 de abr.
2 min de leitura

Demora no resgate revolta e levanta questionamentos sobre falhas no atendimento de emergência

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução
Uma mulher de 31 anos morreu após ser baleada durante uma abordagem policial na Zona Leste de São Paulo e esperar mais de 30 minutos por atendimento médico, mesmo com bases do Corpo de Bombeiros a poucos minutos do local. O caso ocorreu na madrugada do dia 3 de abril e está sendo investigado.

A vítima, Thawanna Salmázio, foi atingida no peito por um disparo efetuado por uma policial militar durante uma discussão na Rua Edimundo Audran. Imagens de câmeras corporais mostram que o tiro ocorreu por volta das 2h59. Menos de um minuto depois, o resgate foi acionado, mas a ambulância só chegou às 3h29.


O tempo de resposta ultrapassa em pelo menos 10 minutos o limite de 20 minutos considerado ideal pelo próprio Guia de Indicadores da Polícia Militar para atendimentos de emergência.


Levantamento aponta que havia unidades do Corpo de Bombeiros próximas ao local. A base mais próxima fica a cerca de seis minutos de distância, enquanto outra unidade poderia chegar em aproximadamente 13 minutos, considerando o horário da ocorrência, por volta das 3h.


Apesar do socorro tardio, a vítima chegou a ser levada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.


As imagens da ocorrência também revelam detalhes da abordagem. A confusão começou após o retrovisor da viatura atingir o marido da vítima. Durante a discussão, a policial desceu do veículo e, momentos depois, efetuou o disparo.


A Secretaria da Segurança Pública informou que o caso é investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e por meio de Inquérito Policial Militar. Os agentes envolvidos foram afastados das atividades operacionais.


Segundo a pasta, todas as circunstâncias estão sendo apuradas, incluindo o tempo de resposta do resgate. As imagens das câmeras corporais, laudos periciais e depoimentos fazem parte do conjunto de provas analisadas.


O caso reacende o debate sobre protocolos de abordagem policial e a eficiência no atendimento de emergências, especialmente em situações de risco à vida.

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