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MPF recomenda que Ibama negue licença da Petrobras para exploração na Foz do Amazonas

10 de out. de 2025
2 min de leitura

Órgão cobra novo teste de emergência após falhas técnicas em simulação de vazamento de óleo realizada pela estatal

Foto: Ilustrativa/Reprodução Internet
Foto: Ilustrativa/Reprodução Internet
O Ministério Público Federal (MPF) recomendou, nesta quarta-feira (8), que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) não conceda a licença de operação solicitada pela Petrobras para o bloco FZA-M-59, localizado na Bacia da Foz do Amazonas.

O MPF argumenta que a estatal deve comprovar, por meio de um novo exercício simulado, sua real capacidade de resposta em caso de vazamento de óleo. A área é considerada de alta biodiversidade e pode sofrer graves impactos ambientais em caso de acidente.


Em agosto, a Petrobras realizou uma Avaliação Pré-Operacional (APO), etapa que testa o Plano de Emergência Individual (PEI) e o Plano de Proteção à Fauna Oleada (PPAF). O simulado envolveu mais de 400 profissionais, embarcações, aeronaves e uma sonda de perfuração. Após o exercício, no entanto, a equipe técnica do Ibama apontou falhas significativas no plano de resposta, afirmando que parte das ações previstas no PPAF não seria executável na prática.


Apesar das inconsistências, a Diretoria de Licenciamento Ambiental do Ibama aprovou a APO e recomendou a emissão da licença, condicionando-a ao cumprimento das observações técnicas e à realização de um novo simulado após a autorização.


Para o MPF, essa decisão é contraditória e viola as normas do licenciamento ambiental, por permitir a divisão irregular das etapas do processo e autorizar a operação antes da comprovação plena das condições de segurança.


O órgão recomenda também que o Ibama revogue a aprovação da APO, levando em conta as falhas identificadas pela própria equipe técnica da autarquia.


O Ibama tem prazo de 72 horas para responder à recomendação. Caso não atenda ao pedido, o MPF informou que poderá adotar medidas judiciais para garantir a correção das irregularidades apontadas.

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