🚨 MPAC desmascara esquema de carne estragada vendida até em merenda escolar no Acre
Operação apreendeu 3,8 toneladas de carne imprópria para consumo; responsável técnico é condenado a mais de 4 anos de prisão

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) desvendou um esquema de adulteração e venda de carne estragada, que chegou a ser distribuída em supermercados e merenda escolar de municípios acreanos.
O caso resultou na condenação do responsável técnico de uma indústria de alimentos por adulteração de produtos alimentícios e produção em desacordo com normas sanitárias. A sentença, proferida pela 2ª Vara Criminal de Rio Branco, é fruto de uma investigação do MPAC iniciada após uma operação conjunta realizada em junho de 2024.

A ação contou com apoio do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf), Vigilância Sanitária Estadual e Municipal, e das polícias Civil e Militar. Na ocasião, foram apreendidos 3,8 mil quilos de carne bovina imprópria para consumo humano em uma fábrica localizada na Rodovia AC-40.
As apurações constataram que o estabelecimento utilizava carne industrial e sal mineral destinado à alimentação de bovinos na produção de charque. O produto adulterado era embalado com rótulos falsificados, endereços inexistentes e comercializado sem condições mínimas de higiene.
De acordo com o relatório técnico do Núcleo de Apoio Técnico (NAT) do MPAC, todo o material apreendido foi recolhido e encaminhado ao aterro sanitário de Rio Branco para destruição.
Na decisão judicial, foi reconhecido que o esquema representava grave risco à saúde pública, configurando adulteração dolosa de alimentos.
O responsável técnico foi condenado a 4 anos e 6 meses de reclusão, em regime semiaberto, além do pagamento de multa. Um segundo acusado, gerente de um dos estabelecimentos envolvidos, foi absolvido por falta de provas.
A sentença reforça a necessidade de fiscalização rigorosa e do cumprimento das normas sanitárias por profissionais e empresas do setor alimentício, visando à proteção da população e à segurança alimentar.
Com informações: MPAC














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