MPAC abre investigação e cobra explicações da RBTrans após mulher e criança serem lançadas de ônibus em movimento em Rio Branco
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) instaurou, nesta segunda-feira (24), uma investigação para apurar as circunstâncias do grave incidente que deixou uma mulher de 28 anos e uma criança de 5 feridas após caírem de um ônibus em movimento sobre a Ponte Juscelino Kubitschek, no Centro de Rio Branco, na noite de domingo (23).

De acordo com as primeiras informações, a porta lateral do coletivo — destinada ao embarque de cadeirantes — se abriu repentinamente enquanto o ônibus da empresa Ricco, que operava a linha Bom Jesus/Vila Acre, atravessava a ponte. As duas passageiras, identificadas por testemunhas como Tati e sua filha, estavam próximas à porta no momento da abertura e foram arremessadas para fora do veículo.
Ação imediata do Ministério Público
O caso levou o MPAC, por meio da 1ª Promotoria Especializada de Defesa do Consumidor, a instaurar um procedimento investigatório e a oficiar a Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito de Rio Branco (RBTrans), responsável pela fiscalização do transporte público na capital.
“Determinei a instauração de um procedimento e já foi encaminhado um ofício para a RBTrans requisitando informações sobre o ocorrido”, afirmou o promotor de Justiça Dayan Moreira Albuquerque.
A autarquia terá o prazo de dez dias, a partir do recebimento do ofício, para fornecer detalhes sobre o acidente, incluindo possíveis falhas mecânicas, condições de manutenção do veículo e protocolos de segurança adotados pela empresa.
Socorro e estado de saúde das vítimas
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado e prestou atendimento às vítimas ainda no local. A mulher sofreu escoriações no couro cabeludo, enquanto a criança apresentou ferimentos leves na testa. Ambas foram encaminhadas conscientes para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Segundo Distrito.
Policiais de Trânsito e peritos da Polícia Civil estiveram na ponte para realizar os procedimentos necessários e auxiliar na investigação. A principal linha de apuração é se houve falha no sistema de travamento da porta ou negligência na manutenção do coletivo.
Pressão por respostas e reforço na fiscalização
O MPAC destacou a gravidade da ocorrência e cobrou agilidade da RBTrans na apresentação das informações. A investigação busca identificar responsabilidades e garantir medidas que evitem novos incidentes envolvendo o transporte público da capital.
O caso segue em apuração, e novas informações devem ser divulgadas após o recebimento da documentação requisitada pelo Ministério Público.















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