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Moraes é citado em voos de empresa ligada a banqueiro, e gabinete nega irregularidades

1 de abr.
2 min de leitura

Documentos apontam viagens em jatinhos privados, enquanto defesa do ministro classifica acusações como “fantasiosas”

foto reprodução
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Documentos obtidos pelo jornal Folha de S.Paulo indicam que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e sua esposa, Viviane Barci de Moraes, utilizaram aeronaves executivas ligadas ao empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em ao menos oito ocasiões entre maio e outubro de 2025.

As informações foram levantadas a partir do cruzamento de dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), do Departamento de Controle do Espaço Aéreo e do Registro Aeronáutico Brasileiro, que reúne dados sobre propriedade de aeronaves no país.


Segundo a reportagem, sete dos voos teriam sido realizados em aviões operados pela empresa Prime Aviation, da qual Vorcaro era sócio indireto. As aeronaves possuem autorização para operar como táxi aéreo. Já um dos voos teria ocorrido em um jato Falcon 2000, pertencente a uma empresa ligada a Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro.


De acordo com os registros, os embarques ocorreram no terminal executivo do Aeroporto de Brasília, com destinos principalmente para São Paulo, incluindo aeroportos como Congonhas e Catarina, voltado à aviação executiva.

Em nota, o gabinete de Alexandre de Moraes negou qualquer irregularidade e afirmou que as informações divulgadas são falsas. “O ministro jamais viajou em avião de Daniel Vorcaro ou em sua companhia, a quem não conhece”, declarou.


O escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes também se manifestou, informando que contrata serviços de táxi aéreo de forma regular, seguindo critérios operacionais, sem qualquer vínculo com proprietários das aeronaves. A defesa afirmou ainda que não houve contato com Vorcaro ou Fabiano Zettel.


A empresa Prime Aviation declarou que não divulga informações sobre clientes ou usuários de suas aeronaves, citando regras de confidencialidade e a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Outro ponto citado na reportagem envolve um contrato firmado em 2024 entre o escritório de Viviane Barci de Moraes e o Banco Master, que previa honorários mensais de R$ 3,6 milhões ao longo de três anos. O acordo foi encerrado em novembro de 2025, após a liquidação da instituição financeira pelo Banco Central.


O caso ganha repercussão por envolver uma autoridade do Judiciário e levanta questionamentos sobre o uso de serviços privados por agentes públicos, embora até o momento não haja confirmação de irregularidades formais pelas autoridades competentes.


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