MORAES APERTA O CERCO: Justiça bloqueia contas, Pix, bens e imóveis de Eduardo Bolsonaro
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio imediato das contas bancárias, transações via Pix e bens patrimoniais do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A medida foi tomada no âmbito das investigações sobre articulações ilegais contra a democracia e possível financiamento de atos antidemocráticos.
A decisão atinge diretamente os recursos financeiros do parlamentar, incluindo aplicações, saldos em contas correntes e movimentações via chave Pix. Também foram bloqueados de bancos, imóveis em nome de Eduardo e empresas vinculadas ao seu CPF. O bloqueio visa evitar o esvaziamento patrimonial enquanto o caso é apurado.

Fontes próximas ao STF afirmam que Moraes considerou “evidências robustas” de que o deputado poderia estar utilizando suas finanças para driblar restrições judiciais e seguir alimentando redes e estruturas ligadas à disseminação de conteúdos golpistas.
A medida foi enviada ao Banco Central e à Receita Federal, que já iniciaram o rastreamento detalhado das movimentações do parlamentar e de pessoas ligadas a ele. O Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) também foi acionado para identificar eventuais transferências suspeitas ou tentativas de blindagem de patrimônio.
Aliado fiel do ex-presidente Jair Bolsonaro, Eduardo vinha nos últimos dias mantendo silêncio público, após sucessivas decisões de Moraes contra membros da antiga cúpula do governo. A defesa do deputado ainda não se pronunciou oficialmente, mas fontes ligadas ao gabinete classificaram a decisão como “abuso de autoridade” e prometem recorrer.
A ofensiva do Supremo contra aliados de Bolsonaro se intensificou após a revelação de novas provas que ligariam políticos e empresários à tentativa de ruptura institucional em 8 de janeiro de 2023, quando golpistas invadiram e depredaram os prédios dos Três Poderes, em Brasília.
A investigação segue em sigilo. Caso seja comprovada a participação ativa de Eduardo no financiamento ou articulação de atos ilegais, ele pode enfrentar cassação do mandato e responder criminalmente por crimes contra o Estado Democrático de Direito.















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