Mandado de prisão contra goleiro Bruno após viagem ao Acre gera nova disputa judicial
Defesa orienta ex-jogador a não se apresentar à Justiça e afirma que decisão será contestada para evitar retorno ao regime fechado.

A defesa do ex-goleiro Bruno Fernandes orientou que ele não se apresente à Justiça neste momento, após a expedição de um mandado de prisão pela Vara de Execuções Penais do Rio de Janeiro. A decisão foi tomada depois que a Justiça entendeu que o ex-jogador teria descumprido regras do livramento condicional ao viajar para o Acre sem autorização.
Segundo a advogada Mariana Migliorini, a medida será contestada judicialmente. A defensora afirmou que a apresentação imediata poderia levar Bruno a cumprir pena em regime fechado, situação que a defesa considera irregular.
“Se ele se apresentar agora, pode acabar ficando em regime fechado como se fosse semiaberto”, afirmou a advogada.
Justiça aponta descumprimento de regras
O mandado de prisão foi expedido pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro após a avaliação de que o ex-atleta descumpriu as condições impostas pelo livramento condicional.
De acordo com a decisão judicial, Bruno teria viajado ao Acre no dia 15 de fevereiro sem autorização da Justiça, mesmo havendo restrição para deixar o estado do Rio de Janeiro.
Com isso, foi determinada a revogação do benefício e a expedição do mandado de prisão para que ele retorne ao cumprimento da pena em regime semiaberto.
Defesa contesta decisão
A defesa sustenta, porém, que o ex-goleiro vinha cumprindo todas as obrigações estabelecidas desde que obteve o livramento condicional, em 2023.
Segundo os advogados, Bruno comparecia regularmente ao patronato para assinatura de presença, mantinha endereço atualizado e seguia as regras estabelecidas pela Justiça.
Outro ponto levantado pela defesa é o pedido para que a execução da pena seja transferida para a cidade onde o ex-atleta reside atualmente, São Pedro da Aldeia.
Caso teve grande repercussão nacional
Bruno Fernandes foi condenado em 2013 a mais de 22 anos de prisão pelo homicídio da modelo Eliza Samudio.
O caso ganhou enorme repercussão em todo o país e permanece marcado por um detalhe que nunca foi solucionado: os restos mortais da vítima nunca foram encontrados.
Após cumprir parte da pena em regime fechado, o ex-goleiro passou a responder em liberdade condicional a partir de 2023, situação que agora volta a ser analisada pela Justiça após a nova decisão.














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