Mais de 500 pessoas vivem nas ruas do Acre, e maioria está em Rio Branco, revela estudo da UFMG
Maioria está em Rio Branco, que concentra 481 casos; número é o maior desde 2018 e coloca estado na 25ª posição nacional

O Acre tem 557 pessoas vivendo em situação de rua, segundo levantamento divulgado pelo programa Polos de Cidadania, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O estudo aponta que a capital Rio Branco concentra 481 desses moradores, representando mais de 86% do total.
O levantamento também indica que tanto o Acre quanto Rio Branco ocupam a 25ª colocação nacional no ranking de pessoas em situação de rua, à frente dos estados do Tocantins e Amapá e de suas capitais.
O dado representa o maior índice desde o início da série histórica, em 2018, quando foram registradas 182 pessoas vivendo nas ruas. Desde então, o aumento foi de 32,6%. O menor número foi registrado em 2021, durante a pandemia da covid-19, mas os casos voltaram a crescer nos últimos anos.
Estrutura de apoio e mudança do Centro POP
De acordo com o diretor de Política de Assistência Social de Rio Branco, Ivan Francisco Ferreira, o Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP) oferece atendimento com assistentes sociais, psicólogos, dentistas e atividades pedagógicas.
“Estamos consolidando uma política pública estruturada de atenção à população em situação de rua, com resultados concretos e avanços significativos na promoção da dignidade, cidadania e garantia de direitos”, afirmou o diretor.
Em abril deste ano, a Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (Sasdh) iniciou os estudos para transferir o Centro POP do Centro da cidade para um novo endereço, após reclamações de comerciantes sobre furtos e vandalismo na região.
Após meses de discussão e protestos de moradores da Baixada da Sobral, o novo espaço foi confirmado e começou a funcionar na Rua Bola Preta, nº 105, Conjunto Castelo Branco. O contrato de aluguel, no valor de R$ 6,2 mil por mês, foi publicado no Diário Oficial do Estado.
Durante o período de transição, moradores chegaram a realizar manifestações e bloqueios de vias, pedindo a suspensão da mudança. Ainda assim, a prefeitura manteve o plano, e o centro hoje atende cerca de 600 pessoas por dia.














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