LULA NA MIRA DO IMPEACHMENT: Discurso no BRICS contra o dólar e aproximação com China, acompanhada de alta de impostos e gastos sem controle, acirram crise no BRASIL
- Renalice Silva

- 1 de ago. de 2025
- 3 min de leitura
A crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos em 2025 intensificou-se nas últimas semanas, motivada por sanções, restrições comerciais e posicionamentos estratégicos na 17ª Cúpula do BRICS, realizada no Rio de Janeiro em julho.
Durante o evento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu temas como reforma da governança global, multilateralismo, cooperação Sul‑Sul e desenvolvimento sustentável, ressaltando a necessidade de modernização de instituições como ONU, Banco Mundial e FMI para refletir a realidade do Sul Global. Ele também afirmou que “o mundo precisa encontrar uma forma que nossas relações comerciais não passem pelo dólar”, proposta que, segundo ele, precisa ser discutida com cautela e gradualidade entre bancos centrais.

O discurso não fez uso explícito de ameaça ao dólar, mas foi lido por observadores internacionais e governamentais como sinal de um realinhamento econômico, especialmente diante da mobilização do Brasil rumo à diversificação de moedas de comércio. A interpretação agravou a já delicada relação com os EUA, sobretudo diante de ameaças de tarifas retaliatórias.
Em resposta, o governo do então ex‑presidente Donald Trump anunciou a aplicação de tarifas de 50% sobre todos os produtos brasileiros, justificando a medida como retaliação ao que chamou de “caça às bruxas” no julgamento do ex‑presidente Jair Bolsonaro e às supostas restrições à liberdade política.
O governo LULA reagiu classificando as ações como interferência inaceitável em assuntos internos, convocando o encarregado de negócios americano e preparando recurso formal à OMC. Ainda condenou o uso de sanções como parte da diplomacia, afirmando que não negociará a independência do Judiciário e considerou os atos “ameaças à soberania nacional”
Além das tarifas, os EUA aplicaram sanções via Lei Global Magnitsky contra o ministro do STF Alexandre de Moraes, instaurando bloqueio de bens e restrições de visto sob acusações de violação de direitos humanos e liberdade de expressão
📌 Insatisfação Popular
Além da crise diplomática, o governo Lula também enfrenta crescente insatisfação interna diante da alta da inflação e do aumento da carga tributária. Nos últimos meses, itens essenciais como Café e Carne dispararam puxada pela alta nos combustíveis e energia elétrica, que registraram elevação nos preços, impactando diretamente o custo de vida da população.
A percepção de gastança pública, impulsionada por programas de expansão de gastos e aumento da máquina estatal, o que pode fazer com que programas sociais no combate a pobreza entrem em colapso por falta de dinheiro
Além disso, a alta carga tributaria imposta pelo Governo dificulta ainda mais o dia a dia dos brasileiros e empresas que geram receita de arrecadação recorde a cada mês, o que tem gerado críticas de economistas e setores empresariais, que alertam para os riscos fiscais.
A combinação "explosiva" entre alta tributação, juros elevados e aumento do endividamento do governo tem dificultado o dia a dia das famílias brasileiras e pressionado ainda mais a popularidade baixa do presidente.
📌 Pressão interna
Em Brasília, a oposição política intensificou críticas ao governo Lula no senado. Parlamentares afirmam que o realinhamento com o BRICS e a adoção de posições interpretadas como anti‑dólar colocam o Brasil em rota de colisão com parceiros estratégicos. Advogam que o Congresso avalie medidas institucionais, incluindo processo de impeachment, caso se confirme uma “quebra de compromissos democráticos e econômicos”
Já ha vários pedidos disponíveis para análise, cabendo ao presidente da câmara protocolar para Votação, mas líderes da oposição citam a necessidade de salvaguardar acordos comerciais e manter autonomia internacional.








Comentários