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Linguagem simples passa a ser obrigatória na comunicação de órgãos públicos

17 de nov. de 2025
2 min de leitura

Nova lei sancionada pelo presidente Lula determina que informações oficiais sejam claras, diretas e acessíveis à população.


Os órgãos públicos de todo o país agora são obrigados a adotar linguagem simples em suas comunicações oficiais. A medida está prevista na Lei 15.263, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada nesta segunda-feira (17) no Diário Oficial da União.

A nova legislação institui a Política Nacional de Linguagem Simples e passa a valer para toda a administração pública direta e indireta dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, abrangendo União, estados, Distrito Federal e municípios.

De acordo com o texto, linguagem simples é o conjunto de técnicas que garante que qualquer cidadão consiga encontrar, compreender e utilizar as informações divulgadas pelo poder público, sem necessidade de intermediários.

Objetivos da nova lei

Entre os principais objetivos da política nacional estão:

  • facilitar a compreensão das informações públicas;

  • reduzir custos e tempo de atendimento;

  • promover transparência e acesso à informação;

  • incentivar participação social e controle público;

  • ampliar a acessibilidade comunicacional para pessoas com deficiência.

Técnicas que passam a ser exigidas

A lei lista 18 técnicas obrigatórias que devem ser adotadas pelos órgãos públicos, como:

  • uso de frases curtas, diretas e sem ambiguidades;

  • preferência por palavras de fácil entendimento;

  • evitar termos estrangeiros;

  • uso de listas, tabelas e recursos visuais;

  • evitar palavras desnecessárias e frases intercaladas;

  • linguagem acessível para pessoas com deficiência;

  • textos escritos também na língua indígena quando destinados a comunidades indígenas.


Veto parcial

O presidente Lula vetou o artigo que obrigava os órgãos públicos a nomearem um servidor específico para tratar informações em linguagem simples. Segundo a justificativa do governo, a determinação seria inconstitucional, já que mudanças na estrutura da administração pública devem partir do chefe do Poder Executivo.

Origem da proposta

A Lei 15.263 é resultado do Projeto de Lei 6.256/2019, da deputada Erika Kokay (PT-DF). No Senado, recebeu relatório favorável do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) e foi aprovada em março.

O texto voltou à Câmara, que aprovou as alterações feitas pelo Senado, incluindo:

  • a obrigatoriedade da linguagem simples em todos os Poderes;

  • a ampliação do público-alvo para todas as pessoas com deficiência, e não apenas aquelas com deficiência intelectual.

Com a sanção, os órgãos públicos passam a ter a responsabilidade imediata de adequar seus conteúdos, garantindo comunicação mais clara, eficiente e acessível a todos os brasileiros.


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