Laudo revela que jovem decapitado em megaoperação no Rio foi atingido por tiro antes de ter a cabeça arrancada
Yago Rodrigues Rosário, de 22 anos, foi identificado como integrante do Comando Vermelho; perícia aponta que decapitação ocorreu minutos após o disparo durante confronto no Complexo do Alemão

O jovem Yago Rodrigues Rosário, de 22 anos, foi identificado como o homem que teve a cabeça arrancada e pendurada em uma árvore durante a megaoperação policial nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, no último dia 28 de outubro.
O episódio, amplamente divulgado nas redes sociais, gerou grande repercussão após a divulgação de um vídeo mostrando a cena na Serra da Misericórdia.
Segundo apuração da coluna, Yago foi atingido por um tiro de fuzil antes da decapitação. O laudo pericial divulgado nesta quarta-feira (5) aponta que o disparo foi efetuado de baixo para cima, atingindo a região inferior do abdômen e atravessando o corpo até sair pelas costas. O tiro provocou lesões no fígado, no pulmão direito e no estômago.
De acordo com o documento, o sangue ainda circulava quando a cabeça foi separada do corpo, o que indica que o jovem ainda estava vivo ou em processo de morte no momento da decapitação. Fontes ligadas à perícia afirmaram que o ato teria ocorrido poucos minutos após o disparo, intervalo médio para perda total de sangue em casos semelhantes.
Suspeita de execução interna
A Polícia Civil do Rio de Janeiro trabalha com a hipótese de que a decapitação tenha sido praticada por membros da própria facção criminosa, o Comando Vermelho (CV), e não por policiais. Segundo investigadores, o objetivo seria criar uma narrativa de execução policial, numa tentativa de deslegitimar a operação.
Yago não possuía anotações criminais formais, mas a inteligência policial identificou publicações relacionadas à facção em suas redes sociais. No momento em que foi atingido, ele usava uma farda camuflada, vestimenta comumente utilizada por integrantes do CV em confrontos armados.
Durante a operação, que foi considerada uma das mais letais da história do Rio, 121 pessoas morreram, incluindo quatro policiais — dois civis e dois militares. O caso segue sob investigação para apurar as circunstâncias exatas da morte de Yago e identificar os autores da decapitação.














Comentários