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Justiça Revela: Preso do PCC Apontado Como Atirador na Execução do Ex-Delegado Já Tinha Condenação de 22 Anos por Sequestro

27 de set. de 2025
2 min de leitura

As investigações sobre o assassinato do ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, morto em um atentado em Praia Grande, no litoral paulista, revelaram um passado marcado pela violência do suspeito apontado como um dos atiradores.


Trata-se de Rafael Marcell Dias Simões, o Jaguar, integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC), já condenado a 22 anos de prisão por extorsão mediante sequestro. O criminoso também tem passagens por homicídio, latrocínio e organização criminosa.


Foto: WERTHER SANTANA / ESTADÃO CONTEÚDO
Foto: WERTHER SANTANA / ESTADÃO CONTEÚDO

O criminoso em liberdade condicional

Em março de 2024, a Justiça paulista concedeu livramento condicional a Jaguar, que cumpria pena na Penitenciária Nestor Canoa, em Mirandópolis. Ele deveria permanecer recolhido entre 22h e 6h e não podia deixar o estado sem autorização judicial.


Divulgação/Polícia Civil
Divulgação/Polícia Civil

Mesmo preso, o criminoso chegou a ser acusado de incitar rebeliões dentro da unidade, liderando detentos ligados ao PCC. Na época, perdeu parte do tempo de remissão, mas a sanção foi posteriormente anulada.


O ataque contra Ruy Ferraz Fontes

O ex-delegado, que ocupava o cargo de secretário de Administração Municipal de Praia Grande, foi executado na noite de 15 de setembro, quando chegava em casa.


Segundo o secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, mensagens extraídas do celular de Luiz Henrique Saberia Batista, o Fofão, de 38 anos — preso por auxiliar na fuga —, confirmam que ele transportou Jaguar após o crime.


“Do celular de Luiz extraímos informações que apontam que ele ajudou Jaguar a fugir e que ele seria um dos atiradores do atentado contra o delegado”, afirmou Derrite.

Repercussão

O corpo de Ruy Ferraz Fontes foi velado na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), com a presença de autoridades e colegas de profissão. O caso é tratado como um dos ataques mais graves contra a segurança pública paulista, com suspeita de participação direta do PCC na execução.

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