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#Justiça no Caso Juliana Chaar: Após morte Polêmica MP denuncia motorista de caminhonete e advogado amigo da vítima

16 de ago. de 2025
2 min de leitura

A 6ª Promotoria de Justiça Criminal do Ministério Público do Acre (MP-AC) apresentou denúncia contra Diego Luiz Gois Passo e Keldheky Maia da Silva pelo envolvimento na morte da assessora jurídica Juliana Chaar Marçal, ocorrida em junho deste ano, após uma confusão em frente ao bar Dibuteco, em Rio Branco.


 Juliana Chaar Marçal, de 36 anos, morreu após ser atropelada durante confusão em bar de Rio Branco — Foto: Arquivo pessoal
 Juliana Chaar Marçal, de 36 anos, morreu após ser atropelada durante confusão em bar de Rio Branco — Foto: Arquivo pessoal

Diego Passo foi denunciado por homicídio qualificado, por motivo fútil e uso de meio que dificultou a defesa das vítimas. Segundo o MP-AC, ele teria atropelado intencionalmente Juliana e outro homem, após discussão iniciada dentro do estabelecimento devido à quebra de um copo de vidro.


O advogado e amigo da vítima, Keldheky Maia da Silva, foi denunciado por duas tentativas de homicídio qualificado, por efetuar disparos de arma de fogo de uso restrito contra dois homens durante o mesmo episódio, além de porte ilegal de arma.

Conforme o MP-AC, com o recebimento da denúncia pelo Juízo da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Rio Branco, o inquérito policial foi convertido em ação penal, que seguirá o rito do Tribunal do Júri para julgamento dos denunciados.



Prisão dos envolvidos

Diego na (foto a direita) Passo teve a prisão temporária decretada no dia seguinte à morte de Juliana. Após fugir de um cerco policial na zona rural do Bujari em 12 de julho, ele se entregou à Polícia Penal e ao Grupo Especial de Fronteiras (Gefron) três dias depois. Durante a tentativa de captura, dois familiares dele foram detidos por posse ilegal de arma de fogo.


Keldheky Maia (foto esquerda) havia sido preso em flagrante por porte ilegal de arma no dia do acidente, mas liberado na audiência de custódia. Na última quinta-feira (7), ele foi preso novamente a pedido da Justiça.


O coordenador da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegado Alcino Júnior, confirmou que o inquérito foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário. “São dois inquéritos distintos: homicídio qualificado de Juliana e tentativa de homicídio de Keldheky contra Dione e Leda. Com a conclusão das investigações, solicitamos a prisão de Keldheky pelo homicídio na forma tentada”, detalhou.


Relembre o caso

Juliana Chaar Marçal, de 36 anos, morreu após ser atropelada por uma caminhonete durante confusão na casa noturna Dibuteco, na Rua São Sebastião, bairro Isaura Parente, em 21 de junho, por volta das 5h48. Diego dirigia o veículo e fugiu do local.


Imagens obtidas pela polícia mostraram o momento do atropelamento, que levou à prisão temporária de Diego Passo e à reabertura da prisão de Keldheky Maia. A defesa de Diego alegou que ele não viu Juliana antes do impacto e que tentou prestar socorro, mas fugiu por medo da aglomeração.

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