Justiça mantém tornozeleira em advogado acusado de tentativa de homicídio no Acre
Tribunal nega pedido da defesa e decide que medidas seguem necessárias durante investigação

O Tribunal de Justiça do Acre decidiu manter o uso de tornozeleira eletrônica pelo advogado Keldheky Maia da Silva, investigado por tentativa de homicídio e porte ilegal de arma de fogo. A decisão foi tomada nesta segunda-feira, 4, após a negativa de um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa.
O julgamento ocorreu na Câmara Criminal da Corte, que entendeu, por unanimidade, que não há irregularidade nas medidas impostas. Os magistrados consideraram que não houve mudança no caso que justificasse a retirada das restrições.
A relatoria destacou que o processo segue em andamento e que as medidas cautelares continuam necessárias para garantir a ordem pública e o andamento da ação penal.
A defesa argumentou que o advogado tem cumprido as determinações judiciais e que o monitoramento eletrônico prejudica sua atuação profissional e tratamento de saúde. Mesmo assim, o pedido não foi aceito.
O caso teve início em junho de 2025, em Rio Branco, após uma confusão em frente a uma casa noturna. Segundo as investigações, o advogado teria efetuado disparos contra duas pessoas, que não foram atingidas. Na mesma ocorrência, uma mulher morreu após ser atropelada.
Inicialmente, o investigado foi preso em flagrante, mas acabou liberado. Com o avanço das investigações, a Justiça determinou a prisão preventiva, que depois foi substituída por medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira.
Outro ponto que chamou atenção no caso foi a identificação de que a arma apreendida com o advogado teria sido usada em um homicídio anterior, conforme análise pericial.
Com a nova decisão, ele seguirá respondendo ao processo em liberdade, mas sob monitoramento e outras restrições impostas pela Justiça.














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