⚖️ Justiça mantém pena de 31 anos para homem que matou ex após recusa em dançar
Feminicídio de Rayane Nascimento, em Rondônia, chocou o país; recurso da defesa foi negado
O Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO) manteve a condenação de José Paula Goveia, responsável pelo assassinato da ex-companheira Rayane Ferreira Nascimento, de 30 anos, durante uma festa em Alta Floresta d’Oeste, em abril de 2022. Ele havia sido sentenciado em dezembro de 2024 a 31 anos de prisão em regime fechado, mas a defesa recorreu pedindo a redução da pena — o que foi negado pela Justiça.

Crime motivado por rejeição
De acordo com as investigações, José não aceitava o fim do relacionamento, que havia terminado dois meses antes do crime. Na noite da festa, ao ver Rayane dançar com outro homem, tentou chamá-la para dançar. Diante da recusa, sacou uma pistola calibre 9 mm e efetuou os disparos.
Rayane foi atingida no abdômen e nas costas. Já caída, levou dois tiros fatais na cabeça. Além dela, outras três pessoas foram baleadas e sobreviveram.
O júri reconheceu o crime como feminicídio, além das tentativas de homicídio contra as demais vítimas.
Prisão e confissão
Após o crime, o acusado fugiu em um carro, mas foi localizado pela Polícia Militar após perseguição. No momento da abordagem, admitiu o ato:

“Fiz uma besteira com a minha vida”, teria dito aos policiais.
A arma utilizada, uma pistola Taurus 9 mm, foi apreendida com 12 munições intactas e cinco deflagradas.
A história de Rayane
Rayane Ferreira tinha 30 anos e havia convivido por 12 anos com o agressor. O casal estava separado há cerca de 60 dias quando ocorreu o crime. Ela morreu ainda no local da festa.
O caso repercutiu nacionalmente como um exemplo brutal de violência de gênero e reforçou a necessidade de fortalecer políticas de enfrentamento ao feminicídio.















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