Please Enable JavaScript in your Browser to Visit this Site.

top of page
Whatsapp Deolhonoacre
Renalice (1).gif

JULGADO E SENTENCIADO: Com pressa, STF condena Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado

11 de set. de 2025
2 min de leitura

Primeira Turma decide, por 4 a 1, punir ex-presidente e aliados por crimes contra a democracia; pena é inédita na história do país


A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou nesta quinta-feira (11) o ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa, dano qualificado e deterioração do patrimônio tombado.


Imagem: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo
Imagem: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

O julgamento terminou em 4 votos a 1, com os ministros Alexandre de Moraes (relator), Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Flávio Dino votando pela condenação. O ministro Luiz Fux foi o único a defender a absolvição.


Esta é a primeira vez na história do Brasil que um ex-presidente da República é condenado por tentativa de golpe de Estado.


Outros condenados

Além de Bolsonaro, a Corte também condenou sete aliados, entre eles:

  • Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e da Casa Civil, a 26 anos de prisão;

  • Augusto Heleno, ex-ministro do GSI;

  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça;

  • Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;

  • Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;

  • Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin;

  • Mauro Cid, ex-ajudante de ordens, que recebeu pena reduzida a dois anos em razão de delação premiada.


Fundamentação dos votos

A ministra Cármen Lúcia afirmou que há "prova cabal" de que Bolsonaro liderou uma organização que tentou impedir a alternância de poder após as eleições de 2022. Para ela, o grupo agiu de forma "progressiva e sistemática" para desestabilizar instituições democráticas.


O ministro Cristiano Zanin destacou a relação entre os discursos do ex-presidente e os atos de 8 de janeiro de 2023, classificando-os como parte da estratégia para justificar medidas de exceção.


Já o ministro Flávio Dino defendeu penas mais duras para Bolsonaro e Braga Netto, apontados como coordenadores do plano golpista.


No voto de Alexandre de Moraes, o relator classificou Bolsonaro como "líder da organização criminosa" e afirmou que as provas apontam uso da estrutura do Estado para tentar subverter o resultado eleitoral.


Divergência de Fux

O ministro Luiz Fux, em voto de mais de 11 horas, rejeitou a acusação contra Bolsonaro. Ele argumentou que não há provas suficientes para responsabilizar o ex-presidente pelos atos de 8 de janeiro e que atribuir a ele uma tentativa de golpe abriria um "precedente perigoso".


Repercussão política

A condenação deve redesenhar o cenário eleitoral de 2026. Com Bolsonaro inelegível e agora preso, partidos de direita articulam novos nomes, como os governadores Tarcísio de Freitas (SP), Romeu Zema (MG) e Ronaldo Caiado (GO).


Paralelamente, setores do Congresso discutem propostas de anistia, embora ministros do STF tenham ressaltado que crimes contra a democracia não são passíveis desse benefício.

Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
  • Pagina do Instagram
  • Página Facebook
  • Página do X
  • Grupos do Whatsapp
  • Canal Oficial no Whatsapp

Veja Também

bottom of page