Jovem inventa sequestro para extorquir pais e pagar dívidas de apostas em São Paulo
Rapaz de 22 anos pediu R$ 2 mil fingindo estar em cativeiro; polícia descobriu a farsa e ele confessou o crime

Um jovem de 22 anos foi detido em Santo André, na Região Metropolitana de São Paulo, após forjar o próprio sequestro para extorquir os pais e quitar dívidas de jogos de azar.
O caso foi descoberto pela 1ª Delegacia Antissequestro (DAS) do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope), que identificou inconsistências na história e confirmou a simulação.
De acordo com a polícia, a mãe do rapaz, de 46 anos, procurou as autoridades na quarta-feira (8) para registrar o desaparecimento do filho, que havia saído de casa para trabalhar como manobrista, mas nunca chegou ao local de serviço. Horas depois, ela passou a receber mensagens e áudios supostamente enviados por sequestradores, exigindo R$ 2 mil em troca da libertação.
Nos áudios, o jovem fingia estar sob tortura, dizendo frases como: “Por favor, me ajuda, mãe. Eles me sequestraram, eu estou agoniado, quero ir pra casa”. Em outro momento, simulou agressões e ameaças de mutilação.
Investigação e descoberta
As mensagens levantaram suspeitas na equipe da DAS, que iniciou um rastreamento da localização do suposto cativeiro. Durante a madrugada, os investigadores descobriram que o pai e a tia da vítima já haviam transferido o valor pedido. Pouco depois, o próprio rapaz enviou sua localização aos familiares.
Ao chegar ao endereço indicado, a família encontrou o jovem sem camisa, descalço e com um ferimento na perna, alegando ter sido agredido pelos sequestradores. No entanto, contradições nos depoimentos chamaram a atenção dos policiais.
Confissão e motivação
Pressionado, o rapaz confessou ter inventado o sequestro para obter o dinheiro e pagar dívidas de apostas e de cartão de crédito. Ele contou que saiu de casa a pé em direção a São Bernardo do Campo com o plano de encenar o crime.
O ferimento na perna, segundo o próprio, não foi resultado de agressões, mas de uma queda de moto dias antes
. O caso foi registrado como comunicação falsa de crime e extorsão. A polícia investiga agora se o jovem agiu sozinho ou com ajuda de terceiros na simulação.














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