Inflação de Maio Surpreende Alta de Alimentos e Serviços
Atualizado: 16 de jun. de 2024
A inflação no Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), registrou uma alta de 0,46% em maio, superando as expectativas de analistas que previam um aumento de 0,42%. Com isso, a inflação acumulada no ano chegou a 2,27%, e nos últimos 12 meses, a 3,93%.

O aumento foi impulsionado principalmente pelo grupo de alimentos e bebidas, que subiu 0,62% em comparação a abril.
Os preços de tubérculos, raízes e legumes tiveram uma alta expressiva de 6,33%, com destaque para a batata-inglesa, que aumentou 20,61%, representando o maior impacto individual no índice geral.
Outros produtos que contribuíram para a alta foram a cebola (7,94%), o leite longa vida (5,36%) e o café moído (3,42%).
Além dos alimentos, o grupo de habitação também pressionou a inflação, com um aumento de 0,67%, impulsionado pela energia elétrica residencial, que subiu 0,94%. Esse foi o terceiro item de maior impacto individual no índice geral.
O grupo de saúde e cuidados pessoais registrou a maior variação entre os nove grupos pesquisados, com uma alta de 0,69%. No setor de transportes, a passagem aérea teve sua primeira alta do ano, com um aumento de 5,91%, tornando-se o quarto item de maior impacto na inflação.
As chuvas no Rio Grande do Sul contribuíram para a maior variação do IPCA em Porto Alegre, onde os preços de itens como batata-inglesa (23,94%), gás de botijão (7,39%) e gasolina (1,80%) subiram significativamente. Entre as 16 localidades pesquisadas, Goiânia foi a única a registrar deflação, com uma queda de 0,06%, devido à redução nos preços da gasolina (-3,61%) e do etanol (-6,57%).
Especialistas continuam preocupados com os preços dos serviços, que mantêm pressão sobre a inflação do país.















Comentários