Incomunicável? Lula ignora megaoperação com 64 mortos; governo culpa ‘falta de internet’ pelo silêncio e abandono ao Governo do Rio de Janeiro
Lula deixa o Rio de Janeiro sozinho na megaoperação; governo justifica ‘falta de internet’
O Estado do Rio de Janeiro enfrentou, nesta terça-feira (28/10), uma das ações policiais mais intensas e letais dos últimos anos — 64 mortos, 81 presos e 93 fuzis apreendidos — sem apoio direto do governo federal. Enquanto a megaoperação avançava contra áreas dominadas pelo crime organizado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estava incomunicável, retornando da Ásia a bordo de um avião KC-30 da Força Aérea Brasileira, modelo que não possui acesso à internet nem telefonia.

A equipe do Planalto justificou o silêncio afirmando que o presidente não pôde ser contactado durante praticamente toda a operação devido à ausência de conexão na aeronave. Para o Governo Federal, esse foi o principal motivo da falta de manifestação presidencial em um momento de crise nacional.
Governador Cláudio Castro cobra Lula e afirma abandono
Em pronunciamento à imprensa, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), criticou a ausência do Governo Federal e disse que o estado foi deixado sozinho na ação de combate ao crime organizado.
“O Rio está completamente sozinho nessa luta hoje. É fácil criticar quando o governo está excedendo sua competência. Se tiver que exceder, excederemos mais ainda para proteger a nossa população.” – afirmou Castro.
O governador, aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, comparou a ofensiva a operações históricas no estado e disse que, desta vez, não houve envio de blindados, helicópteros especializados ou reforço de tropas federais.
Segundo Castro, pedidos de apoio já vinham sendo feitos há meses, mas não tiveram resposta efetiva de Brasília.
O que foi a megaoperação
Realizada nos complexos da Penha e do Alemão
Durou cerca de 12 horas
Envolveu mais de 2.500 agentes das polícias Civil e Militar
Objetivo: desarticular centros logísticos do Comando Vermelho
Houve barricadas em chamas, tiroteio contínuo e bloqueio de vias
Moradores relataram horas de confronto, escolas suspenderam aulas e linhas de ônibus tiveram itinerários alterados.
Governo Federal alega que não houve pedido formal
O ministro da Justiça afirmou que não recebeu solicitação oficial do Governo do Rio para atuação da Força Nacional ou decretação de GLO (Garantia da Lei e da Ordem).
Castro rebateu, dizendo que o pedido sempre existiu, ainda que não formalizado nos documentos exigidos pelo Planalto.
A divergência aumentou o clima de tensão política.
O fato é que Governo Federal deixou o Rio sozinho contra o crime organizado, usando o discurso que o presidente estava incomunicável.
No meio do embate, a população do Rio segue sendo a mais afetada, vivendo entre o avanço do crime - tráfico e confrontos constantes e principalmente frente a um país que tem negligenciado até mesmo segurança pública.















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